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Prefeitura é obrigada a mudar local para depósito de resíduo das construções

O problema da destinação do lixo e dos resíduos das construções, segundo o secretário, está sendo administrado em três frentes.
24 de julho de 2017
Esta é a nova área para depósito de resíduos da construção civil aprovada pela Cetesb
Uma situação complicada teve que ser administrada esta semana pela Prefeitura depois da Cetesb interditar o local de depósito dos resíduos da construção civil, onde foi constatada contaminação, dando um prazo de 30 dias para mudança da área e aplicando multa no valor de R$ 1.000,00 por dia em função desse dano ambiental
Diante dessa situação, a Prefeitura lacrou a área onde ficou terminantemente proibido o despejo desses resíduos, criando um transtorno porque o material é gerado constantemente em função das construções e reformas, o que levou a Prefeitura a buscar logo outro local.
O secretário de Planejamento, Nilton Suetugo informou que uma nova área autorizada pela Cetesb que não exigiu licenciamento porque os resíduos de construções são considerados inertes, ou seja, não poluem o solo e o lençol freático. O novo local, onde seria a área de lazer ao lado do Conjunto Pedro Nogueira, foi liberado no dia 20 de julho, quinta-feira.  
HISTÓRIA
Esse é um problema que vem se arrastando desde as administrações anteriores o que levou à instauração de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) pela promotoria pública que acabou virando uma ação civil e um processo que autuou a Prefeitura em R$ 500 mil, mais uma multa diária de R$ 500,00.
Algumas ações realizadas no período acabaram resultando no arquivamento do processo e logo no início da atual administração foram resolvidos outros problemas, como informou o secretário.

TRÊS VERTENTES
O problema da destinação do lixo e dos resíduos das construções, segundo o secretário, está sendo administrado em três frentes. A primeira é a do aterro sanitário que envolveu até o aeroporto, quando se chegou a pensar na possibilidade de transbordo, ou seja, levar o lixo para ser depositado em um aterro em Valentim Gentil. Com a segunda célula feita pela Prefeitura o problema foi parcialmente resolvido e deverá ser solucionado definitivamente através de um convênio com o Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos).
O segundo desafio é o antigo lixão que resultou no acúmulo excessivo de lixo e material de construção que eram depositados no mesmo local contaminando a área. Para encerrar o lixão a Prefeitura precisa reduzir o nível de contaminação, o que está sendo feito através de um trabalho realizado com a Cetesb.
Por fim é essa situação dos resíduos das construções que está sendo resolvida de forma emergencial com essa nova área. O secretário explicou que não é um aterro, mas um local de transbordo e triagem, ou seja, a Prefeitura recebe os resíduos e faz a separação para posteriormente ser feito o encaminhamento para onde houver necessidade como estradas rurais ou áreas de erosão. Além disso, é preciso dar um tratamento específico para os restos de tinta e combustíveis que também são levados para o local e causam contaminação do solo.

CUSTOS  
Isso tem um custo considerado bastante elevado, em torno de R$ 60 mil por mês ficando uma parte com a Prefeitura e outra com quem gera o resíduo, ou seja, quem constrói ou as empresas que trabalham com caçambas. Estas passarão a pagar R$ 50,00 e não mais R$ 21,00 por caçamba. Uma caçamba tem em torno de três metros cúbicos e um caminhão pode transportar até duas caçambas, ou seis metros cúbicos. Nesse caso, o pagamento ficaria em R$ 100,00. Os carroceiros ou particulares que depositam menos ficam isentos até um metro cúbico. 
O secretário deixou claro que esse local é provisório e só vai receber resíduos das construções. Outro tipo de material não será recebido pela Prefeitura ou pela empresa que deverá ser licitada para fazer esse tipo de serviço.

REUNIÃO
Para chegar a essa solução foi preciso fazer uma reunião com todas as empresas de caçambas e responsáveis pela poda de árvores, além de vereadores, da Cetesb e do promotor do meio ambiente Eduardo Chintani, que transmitiu as informações sobre as responsabilidades de cada um.
A responsabilidade pelos resíduos, segundo o secretário, não é da Prefeitura, mas dos seus geradores ou das empresas responsáveis pelo transporte. Ele pede a compreensão e colaboração de todos para superar essa situação que chegou a ser crítica e emergencial. Agora, como afirmou, é preciso tomar cuidado para não repetir os erros do passado, pois quem ganha com isso é a população, através da melhoria do meio ambiente.