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POUPE, MAS SEM EXAGEROS

POUPE
09 de setembro de 2013

Há tempos estudo a relação entre qualidade de vida e o uso do dinheiro, e é impressionante a constatação: quem sabe lidar com o dinheiro tem uma vida claramente mais saudável.

Em uma sociedade que nos bombardeia com informações, obrigações, oportunidades, dificuldades e decisões numa intensidade extenuante, aqueles que conseguem eliminar os problemas financeiros de suas preocupações contam com um grande alívio mental que faz muita diferença no dia-a-dia.

Agora pense: se, das preocupações cotidianas que uma família de classe média tem, fossem eliminadas todas aquelas ligadas ao dinheiro – prestações pendentes, reajustes do aluguel, matrícula da escola, cheque especial – o cenário não seria bem diferente?

O fato é que muitos estão pagando por sua saúde física e mental o preço da indisciplina e da falta de cuidados com o dinheiro. A maioria das pessoas adota um padrão de vida que é exatamente o tamanho de sua renda, o que é um grave erro.

A moradia é decidida de acordo com o espaço que se tem no orçamento para se pagar o aluguel. Um automóvel, por exemplo, quando é financiado, o que é avaliado resume-se ao valor da parcela, e não aos juros calculados no valor global.

Porém, a inflação engole nossa renda e, cada vez mais, a família que empata em consumo tudo o que ganha começa a se deparar com a temerosa hipótese de ficar no vermelho, entrar no cheque especial, pagar juros monstruosos.

E, com esse medo, começam os conflitos familiares, discórdia e imposição de limites que antes não existiam. Muitas discussões entre coisas começam nestes momentos. Pois gastos essenciais são cortados do orçamento, como por exemplo, como o lazer e o cuidado com a saúde. E a vida passa a ser burocrático, um eterno recebimento e pagamento de contas.

Na verdade, é preciso desenvolver a consciência de que nossa capacidade e vontade de trabalhar não duram para sempre, e por isso o salário que ganhamos hoje tem que ser suficiente para sustentar nossa vida atual e também nossa aposentadoria. É preciso poupar pelo menos 10% do que ganhamos hoje, se quisermos ter um futuro minimamente digno e saudável. Se a renda de hoje não é suficiente, é porque escolhemos mal nosso padrão de vida – devemos encolhê-lo um pouco o quanto antes. E diminuir o padrão de vida não significa cortar o lazer e o bem-estar, mas talvez buscar uma moradia de aluguel menor e reduzir o padrão de nosso automóvel.

Não se deve deixar de viver.

Poupar é tão importante quanto comer  e dormir. São tarefas que garantirão nosso bem-estar nesta vida por mais tempo.

Poupe o suficiente para garantir a preservação de seu bem-estar; não acredite que você será feliz deixando de usufruir hoje para ser rico amanhã, porque isso não acontecerá.

Aqueles que poupam intensamente a vida toda descobrem, ao final de suas vidas, que não aprenderam a usufruir daquela riqueza acumulada, não aprenderam a viver.

Viva em equilíbrio.

É isso!

 

Flávio Oliveira
(16) 9167-2414
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