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POUCA gente deve estar lembrando que o próximo 1º de maio é o Dia do Trabalho.

Contexto
28 de abril de 2019
POUCA
gente deve estar lembrando que o próximo 1º de maio é o Dia do Trabalho, ou seja, uma data criada para homenagear a classe que contribui para o desenvolvimento da economia em todo o mundo.

AO CONTRÁRIO
de anos anteriores quando esse dia era festejado com pompas e até com grandes mobilizações de trabalhadores e dos governos, hoje, pelo menos no Brasil, o momento passa quase despercebido, sendo que essa ignorância em relação a uma data tão importante pode ser também um tipo de comodismo forçado pelas circunstâncias que não permitem comemorações diante da situação vivida no país.

ISSO
é muito fácil de ser constatado quando ouvimos depoimentos de lideranças sindicais preocupadíssimas não apenas com a situação dos próprios sindicatos, com o fim da contribuição sindical e outras dificuldades impostas pela reforma trabalhista, mas pela condição dos próprios trabalhadores. (Ver matéria nesta edição.)

ESSA
é uma situação que pode até fortalecer os sindicatos, no longo prazo, na medida em que os trabalhadores precisam cada vez mais de instituições que garantam seus direitos e procurem mudar leis que tornem suas condições menos problemáticas e mais justas, mas não é o que acontece no momento.

PARA
agravar ainda mais o problema, as reformas que estão sendo realizadas, ao contrário do que se esperava, não estão contribuindo para reverter a situação caótica do país, pois mesmo com a reforma trabalhista já completando um ano, o nível de desemprego só aumenta e a economia não dá sinal de recuperação.

DESSE
jeito, não tem mesmo o que comemorar e as manifestações que se ouvem sobre o Dia do Trabalho são só para reclamar ou para manifestar solidariedade aos trabalhadores e aposentados, enquanto milhões continuam na fila de espera por um emprego que está cada vez mais difícil.

MESMO
nessas condições, temos que ser otimistas, mas a distância entre o que se esperava e o que está acontecendo, nos leva a continuar esperançosos, só que num prazo bem mais longo do que era esperado, para que os trabalhadores possam ter um pouco mais de tranquilidade. (LR)