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Porta da Esperança

Editorial
29 de outubro de 2017
Pode parecer maluquice, mas , ao salvar seu pescoço na noite de quarta-feira, 25 de outubro, conquistando 251 votos favoráveis ao parecer do deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG), que rejeitou acusação de organização criminosa e obstrução da justiça, o presidente da República, Michel Temer, fez reacender esperanças de uma reviravolta no ensino superior da região de Jales.
Como assim? O que tem a ver uma coisa com outra? Estas são duas  perguntas que vocês, leitores e leitoras, devem estar se fazendo diante do que foi escrito no primeiro parágrafo.
Como todos se recordam, no dia 31 de agosto de 2014, o PMDB nacional preparou uma grande concentração política para anabolizar a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e seu vice Michel Temer.
A cidade paulista  escolhida foi Jales tendo por critério as tradições políticas que a qualificaram, nos anos 60 e 70, em plena ditadura militar, como capital da residência democrática. 
O local escolhido para a concentração foi o Jales Clube direto e reto. Consultado, o presidente Clóvis Pereira foi inflexível. Depois de consultar a diretoria, disse que cederia aquele espaço desde que lhe fosse dada a oportunidade de uma audiência com a presidente Dilma para apresentar uma reivindicação.
A proposta de Clóvis e seus companheiros de diretoria era altamente criativa: o Jales Clube se comprometia a doar , sem custo para o governo, o espaço que fosse necessário para a instalação de um campus de universidade federal.
Tendo como interlocutor o jalesense Jarbas Zuri Junior, da Comissão Executiva Estadual do PMDB, o assunto chegou a Temer, que deu sinal verde 
Cessado o ato eleitoral de 31 de agosto, com a presença da alta cúpula do PT e PMDB, houve a audiência entre Dilma e Clóvis (este, acompanhado de sua esposa Dirce e do diretor deste jornal), devidamente testemunhada por Temer e pelo ex-ministro Luís Marinho, então prefeito de São Bernardo do Campo, coordenador da campanha petista no Estado de São Paulo.
O encontro foi realizado em um camarim do Jales Clube e , registre-se, Michel Temer ajudou muito, argumentando com Dilma que a proposta tinha tudo a ver com as demandas da região, aí incluídas as cidades dos estados limítrofes, abrangendo um universo de mais de 250 mil habitantes.
Dilma sofreu impeachment, Temer assumiu, mas o assunto não andou.
Agora, livre de duas tentativas de apeá-lo, é hora de os jalesenses apresentarem a fatura a Temer.
Condições não faltam. O atual prefeito de Jales é Flávio Prandi Franco (DEM),umbilicalmente  ligado ao secretário de Habitação  Rodrigo Garcia (DEM), homem de confiança no Estado de São Paulo do presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia (DEM) e o ministro da Educação é Mendonça Filho (DEM).
Ou seja, É hora de acreditar. Mãos à obra, senhores!