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PONTO DE CULTURA

Trabalho da Escola Livre de Teatro repercute na televisão
27 de novembro de 2017
A repórter Viviane Santos, do SBT Interior, e o diretor Clayton Campos
Começou ontem, dia 25, e termina na quinta-feira, 30 de novembro, a 24ª Mostra de Teatro, iniciativa da Escola Livre de Teatro, reconhecida oficialmente como Ponto de Cultura.
Ponto de Cultura é  a entidade cultural ou coletivo cultural certificado pelo Ministério da Cultura como parte de uma base social capilarizada e com poder de penetração nas comunidades e territórios , em especial nos segmentos sociais mais vulneráveis. 
O trabalho que vem sendo desenvolvido há mais de 27 anos em Jales foi tema de matéria especial no SBT Interior em reportagem feita pela repórter Viviane Santos para o programa “Bem na hora”, apresentado por Carlos Hernandes.
Viviane tinha toda a legitimidade para conduzir a matéria na medida em que, quando morava em Jales, além de estagiar no Jornal de Jales, ela foi aluna e professora da Elite.
Ela ouviu, entre outros,   o diretor Clayton Campos, o ator Manoel Paz Landim, que está estreando na direção, a ex-aluna Néia Urias e a professora de musicalização Cláudia Borges. 
Eis um resumo dos depoimentos sobre a história, os objetivos e a sensação da presença nos palcos.(D.R.J) 

CLAYTON CAMPOS (diretor da Elite): “Nós começamos com um pequeno grupo de teatro chamado “A Companhia Drummond”. Como não existia teatro em Jales, nós apresentávamos em clubes e em vários lugares alternativos, e isso começou despertar o interesse do público e principalmente dos jovens a fazer teatro. A partir do grupo de teatro Drummond, nasceu a oficina do grupo de teatro. Era um curso bem curto como um workshop, onde eles participavam mas não tinham uma continuidade. Pelo interesse das pessoas em continuar o curso foi onde aperfeiçoamos e criamos um programa mais completo que agora é a Escola Livre de Teatro.”

  NÉIA URIAS (ex-aluna): “O teatro foi um divisor de águas na minha vida. Ele me preparou pra vida realmente, em todos os sentidos. Me ajudou grandemenTE, porque eu pude me desenvolver e crescer muito no meu trabalho, consegui me comunicar melhor com as pessoas, me portar muito melhor nas dificuldades que eu tinha em meu trabalho. Consegui me sobressair pela desenvoltura que eu tive com as aulas de teatro.”

  MANOEL PAZ LANDIM (ator e diretor): –“Os meus pacientes são pessoas mais de idade, então se eu falar sério com um tom de voz brusco eles não vão realizar o pedido. Então procuro dizer com um tom mais suave, observo a reação da pessoa, ficando muito mais fácil de lidar com ela, e o que proporciona isso é o teatro. Todos nós já nascemos um pouquinho atores. Como por exemplo: quando a gente está lá em casa com a mãe querendo alguma coisa ou com pai para deixar sair com os amigos. Sempre damos um jeitinho. Essa história de nós descobrirmos o teatro, na verdade, descobrimos o palco, mas o teatro nós estamos vivendo ele dia a dia.”

  CLÁUDIA BORGES (professora de musicalização): –“Cidade do interior a gente é muito conhecido como filho de alguém, pelo sobrenome. Eu era conhecida como “Cláudia filha do fulano”, e através do projeto eu sou conhecida com“Claudinha da música” ou “Claudinha ponteira”. A primeira transformação mesmo foi minha identidade.”