domingo 05 abril 2020
Meio Ambiente

Polícia investiga causas do fogo que destruiu mais de 70% do bosque municipal

Um inquérito policial foi aberto para apurar como ocorreu o incêndio que destruiu a maior parte do Bosque Municipal Aristóphano Brasileiro de Souza, na tarde do dia 17 de setembro, terça-feira. A polícia também está investigando os arredores e outros locais para procurar identificar possíveis autores, como informou o delegado seccional Charles Wiston de Oliveira.
O delegado disse que recebeu muitos vídeos e fotos que repassou para o delegado Sebastião Biazi, encarregado das investigações, que também está comandando todo o trabalho realizado pela equipe de peritos, para procurar saber o que provocou o incêndio. Biazi informou que além da abertura do inquérito policial por crime doloso, durante a semana a polícia ouviu moradores das proximidades e o dono do pasto onde o fogo começou, procurando saber quem poderia estar no local naquele momento, inclusive para verificar se foi proposital ou não. Ele pede para quem tiver alguma informação, passar para a polícia investigar.

DESTRUIÇÃO
De qualquer forma, se foi culposo ou doloso, trata-se de um crime de incêndio que a polícia ainda está investigando, como afirmou o delegado seccional, mas o fato é que bem mais de 70% do Bosque Municipal virou cinzas em poucas horas, começando com uma pequena chama, vista exatamente às 12h10, por uma pessoa que comunicou o Corpo de Bombeiros que chegou poucos minutos depois, com uma viatura de combate a incêndios e uma de transportes, pois outras estavam atendendo outros locais.
Como dispunha de só uma viatura, além de um caminhão pipa da Defesa Civil do município e outro da Sabesp não deu para fazer muita coisa e o fogo que começou em um pasto ao lado se alastrou muito rápido, entrando para o centro do bosque e dificultando ainda mais o trabalho dos bombeiros. A vizinhança, incluindo escolas das proximidades e soldados da Polícia Ambiental que tem sede dentro do Bosque tentou ajudar, mas pouco adiantou. A prefeitura informou ainda que funcionários municipais de Jales e Urânia também trabalharam tentando combater o fogo.

AMEAÇAS
O fogo só foi dominado depois das 22horas, mas pela manhã ainda existiam muitos troncos de árvores grandes, de espécies nativas da Mata Atlântica que continuavam ardendo e a área permanece cercada, impedindo o acesso da população.
O cabo da Polícia Ambiental, Nelson Gouvea dos Santos informou que a mata é uma floresta estacional em estágio médio de regeneração, com sete  alqueires. O coordenador da Defesa Civil, Paulo Corrêa disse que a área é de difícil acesso porque é preservada e por isso foi preciso fazer barreiras para evitar ainda mais o avanço das chamas.

RECUPERAÇÃO
O secretário municipal de Planejamento, Nilton Suetugo disse que no momento não há o que fazer, mas a Prefeitura já está adotando algumas medidas para iniciar a recuperação da mata que foi destruída. Ele disse que existem alguns compromissos com a Cetesb, de recuperação da mata ciliar com o replantio de milhares de mudas e está vendo, com a Secretaria da Agricultura se consegue fazer algumas tratativas para a transferência de espécies nativas para o bosque.
Segundo o secretário, existem alguns milhares de espécies de crescimento rápido que podem ser plantados, mas o trabalho principal no momento é controlar possíveis novos focos de incêndio, para não causar mais danos e verificar as condições que o município dispõe para aumentar a segurança no local, de forma permanente, enquanto continua tentando obter os recursos para fazer o trabalho que precisa ser realizado, inclusive por exigência do Ministério Público Federal, com quiosque e uma área de lazer para a população.  

Fotos: Bruno Gabaldi/Internet/Secretaria de Comunicação
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