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Polícia Federal prende engenheiro da Caixa em flagrante em Jales

A PF recebeu informações indicando que o engenheiro estava exigindo que pagamentos de propina.
05 de junho de 2017
O flagrante aconteceu defronte a agência da Caixa Federal em Jales
Um engenheiro civil que prestava serviços de fiscalização em obras para a Caixa Econômica Federal foi preso sexta-feira, dia 2 de junho, pela manhã, pela Polícia Federal de Jales. Antonio Eden Cabral Paro foi preso em flagrante no momento em que havia acabado de receber R$ 5.000,00 em cédulas e cheque, relativos a pagamento de propina exigida de um empresário do ramo da construção civil. A abordagem ocorreu nas proximidades da Caixa. 
Segundo o Serviço de Comunicação da Polícia Federal, Paro, como é conhecido, tem 63 anos de idade e reside em Votuporanga. Ele é credenciado pela Caixa Econômica Federal para fiscalizar obras financiadas em vários municípios da região de São José do Rio Preto. O nome da Operação Liquidação foi utilizado em alusão à conduta do engenheiro que dava descontos e parcelava o pagamento da propina exigida bem como pelo fato da PF ter liquidado a ação do preso.
A PF recebeu informações indicando que o engenheiro estava exigindo que pagamentos de propina -chamados por ele de “consultoria”- fossem realizados por empresário do ramo de construção civil para que parcelas dos financiamentos concedidos pela Caixa fossem liberadas para pagamento. Enquanto o empresário não pagasse a quantia exigida, o engenheiro não aprovava o andamento da obra e a parcela do financiamento ficava bloqueada, ou seja, não era liberada pela Caixa. 
De acordo com as informações recebidas, a Superintendência da Caixa Econômica Federal de São José do Rio Preto foi alertada pelo empresário em dezembro de 2016, mas até a presente data o engenheiro continuava trabalhando normalmente. A PF informou que também vai apurar esta informação.
Ainda segundo a Polícia Federal, as investigações vão prosseguir objetivando a identificação da participação de outros envolvidos e vítimas do esquema criminoso desmantelado sexta-feira. A PF informou ainda que excepcionalmente, o nome e a imagem do preso estão sendo divulgadas haja vista informações que indicam a prática do mesmo crime em detrimento de outros clientes da Caixa Econômica Federal, que também tiveram que pagar valores indevidos para que as parcelas de seus financiamentos fossem liberadas.
A PF recomenda que vítimas que identificarem o preso pelas imagens procurem a Polícia Federal em Jales para que seja formalizada a informação. O preso foiindiciado pelo crime de corrupção passiva (artigo 317 do Código Penal) com pena de até 12 anos de prisão.