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Polícia Federal investiga desvio de recursos da área social em cinco municípios da região

A nota da PF informa ainda que de acordo com levantamentos preliminares, notas fiscais suspeitas de serem “frias” totalizam R$ 300.000,00.
05 de junho de 2017
Os mandados foram cumpridos na manhã do dia 1º de junho, quinta-feira
A Polícia Federal de Jales deflagrou na manhã de quinta-feira (01), a Operação Arranjo, que investiga desvios de recursos federais do Programa de Atenção Integral à Família – PAIF. Aproximadamente 50 policiais federais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão em Urânia (1), Jales (7), Mira Estrela (1), Fernandópolis (1) e Santa Fé do Sul (1), que foram expedidos Justiça Federal de Jales.
Segundo informação do Serviço de Comunicação Social da Polícia Federal, as investigações se iniciaram no começo deste ano após a PF tomar conhecimento sobre licitações e pagamentos suspeitos realizados com a utilização de recursos federais do PAIF que eram destinados à Secretaria de Ação Social do município de Urânia. As investigações apontaram que houve “fatiamento” nas licitações de cursos e palestras entre determinadas empresas, pois não havia disputa nas licitações, mas um “arranjo” (em alusão à função matemática da combinatória) entre as empresas. Também há fortes indícios de que vários cursos não foram realizados, embora os valores tenham sido integralmente pagos. 
A nota da PF informa ainda que de acordo com levantamentos preliminares, notas fiscais suspeitas de serem “frias” totalizam R$ 300.000,00 que foram pagos com recursos públicos da área social destinados ao PAIF somente no município de Urânia. Os mandados foram cumpridos nas sedes das empresas envolvidas e nas residências dos seus proprietários, servidores e outros investigados. 

O INICIO 
As investigações começaram, segundo a Polícia Federal, há dois meses, quando foi deflagrada a Operação Repartição, que investigou e prendeu o ex-prefeito e outros quatro ex-assessores do município de Urânia. Nesta Operação, pagamentos realizados no último dia de 2016, com recursos da repatriação do governo federal,  foram o foco das investigações. Todos os investigados foram denunciados e continuam presos preventivamente à disposição da Justiça. O ex-prefeito, segundo a PF, também administrava o município de Urânia à época dos pagamentos e licitações suspeitas relativas aos pagamentos com recursos do PAIF.
Por fim, a Polícia Federal informa que os investigados foram indiciados pelos crimes de peculato, associação criminosa e fraude em licitação.Todo o material recolhido pelos federais será analisado na sede da Polícia Federal de Jales para que sejam realizados cruzamentos para confirmação de informações e identificação de outros possíveis delitos cometidos pelas empresas investigadas em outras cidades.