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PLANO DIRETOR

Engenheiros, agrônomos e arquitetos querem mais participação no desenvolvimento do município
01 de julho de 2018
A presidente da AERJ, Sílvia Andreu Avelhaneda Pigari, com o coordenador do conselho de elaboração do Plano Diretor, engenheiro civil Nilton Suetugo
Preocupados com as determinações que passarão a ser exigidas com a reformulação do Plano Diretor do município, mais de 50 engenheiros, agrônomos e arquitetos participaram de uma reunião na AERJ (Associação dos Engenheiros da Região da Jales) para discutir como participar de forma mais efetiva do trabalho de finalização do plano que envolve todos esses profissionais. 
A presidente da associação, Sílvia Andreu Avelhaneda Pigari explicou que a reunião foi programada depois de um encontro com os profissionais das três categorias, quando ficou clara a necessidade de uma reunião mais abrangente, para discutir não apenas a reestruturação do plano diretor, mas os rumos do desenvolvimento do município.
Antes, uma reunião dos engenheiros agrônomos com o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural discutiu várias questões envolvendo poda de árvores, novos plantios, novas espécies e outras situações da área urbana, além do grave problema das estradas rurais. Os temas discutidos já foram apresentados como sugestões para o plano.
A partir desse encontro do dia 21 de junho, outras sugestões deverão ser apresentadas pela AERJ, nos segmentos de arquitetura, engenharia civil, elétrica, mecânica e outras áreas relacionadas. Isso já começou a ser feito com a formação das câmaras técnicas específicas para discutir essas questões para elaboração das propostas em conjunto.

MUDANÇAS
Muitas mudanças aconteceram nestes 23 anos, desde a elaboração do primeiro plano diretor, como destacou o secretário de Planejamento e coordenador do conselho de elaboração do plano, engenheiro civil Nilton Suetugo, citando como exemplo a lei federal que ciou o estatuto das cidades e com ela o imposto progressivo e o estudo de impacto ambiental, entre outras exigências.
Existe também uma ação por parte do Ministério Público estadual em relação à má drenagem em alguns loteamentos, contra o município e os loteadores, resultando ainda na proibição do parcelamento do solo da forma como vinha sendo feito, para evitar novos prejuízos ambientais. 
Além disso, a má qualidade dos serviços de infraestrutura nos antigos loteamentos resultou em prejuízos para a Prefeitura que está tendo que refazer serviços que incluem recuperação do asfalto e galarias, como acontece no Jardim do Bosque.
Tudo isso resultou na recomendação do Ministério Público que deu prazo até o final de junho que deverá ser prorrogado para que os profissionais de engenharia, agronomia e arquitetura também possam participar com mais intensidade. 
Outro problema apontado é o parcelamento de áreas para chácaras de recreio que não pode ser feito por não estarem na área urbana. São vários casos de solicitações para que essas chácaras sejam incluídas na área urbana, mas isso não pode ser feito, pelos prejuízos que causam ao município e aos contribuintes, como explicou o secretário.

Por Luiz Ramires