jornaljales@gmail.com
17 3632-1330

Perdas com a falta de chuvas podem chegar a 30% dependendo do produto

por Luiz Ramires
10 de fevereiro de 2019
Neli Meneghini Nogueira / Luís Henrique Moreira/ Reginaldo Teodoro de Souza
A falta de chuvas em janeiro trouxe alguns prejuízos para a agricultura regional, mas para algumas culturas, como a da uva, por exemplo, não fez muita diferença, embora, na avaliação de alguns profissionais desse setor ouvidos pelo Jornal de Jales também possa ter reflexos, na próxima poda, preparando para a nova safra. 
A engenheira agrônoma da CATI, Neli Meneghini Nogueira acredita que no geral, a perda vai ser grande e pode variar de 15% a 30% por cento, em relação ao ano passado, dependendo da cultura e do local onde a mesma é produzida. 
Ela lembra que em períodos como este as perdas de grãos e da laranja são bem significativas, enquanto as pastagens que ainda continuam verdes deverão sentir o problema mais tarde. As estufas perdem com o calor e nas culturas irrigadas a perda não é tão grande, mas a despesa aumenta.
Tudo isso, como destacou Neli, acaba se refletindo na economia regional, principalmente no comércio, pois com menos renda o dinheiro dos produtores também acaba sendo menor para o consumo e contratação de mão de obra.

BORRACHA
Uma das culturas que sentiu o efeito da estiagem foi o da borracha, principalmente por causa do calor que em janeiro já resultou em uma perda de cerca de 20% na produção. 
Luís Henrique Moreira, da LHBorr lembra que este ano está sendo bem diferente em relação às chuvas, pois uma grande precipitação está prevista para fevereiro. Assim, se a falta de chuvas em janeiro implica em perdas, o excesso, em fevereiro, também prejudica e dessa forma, a produção só volta a se normalizar em março.
Como em fevereiro começa o pico da safra que segue por mais cinco meses, este ano, segundo Luiz Henrique, os produtores deverão ter uma queda na produção equivalente a um mês, por conta da pouca chuva em janeiro.

UVA
Os viticultores não tiveram problema com a falta de chuvas, mesmo porque as parreiras são irrigadas e o calor até ajuda a evitar pragas que aumentam muito quando a umidade é maior.
Como é período de entressafra, apenas os produtores que produzem uvas na chamada safrinha estão sentindo a falta de chuvas, mas no bolso, pois precisam irrigar mais, em um período onde isso quase não é necessário.
O pesquisador da Embrapa Reginaldo Teodoro de Souza que também tem uma propriedade rural onde cultiva algumas variedades de uvas, afirma que a poda para a próxima safra começa em março e alguns viticultores que podam antes podem ter prejuízos com doenças nas videiras, se vier muita chuva.