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PÉ NA ESTRADA – Embora não pareça, vida de político não é fácil, principalmente se for debutante em eleições de grande porte.

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13 de maio de 2018
Facip: Juninho, Márcio e Fabrício já emitiram o cheque e receberam a escritura da Unimed
PÉ NA ESTRADA – Embora não pareça, vida de político não é fácil, principalmente se for debutante em eleições de grande porte. Até descansando o estreante carrega pedras. Este foi o caso do empresário Luís Henrique Moreira, da LHBorr, que tinha a intenção de aproveitar o feriado prolongado do início do mês para, em companhia da família, dar uma espairecida longe daqui. Conseguiu em parte, pois   o pré-candidato a deputado estadual recém-filiado ao partido “Podemos” teve que pedalar.

ORIENTAIS -  Só no domingo 29 de abril, o pré-candidato compareceu a dois cultos, um de manhã e outro à noite, da AdNipo do Brasil, denominação religiosa evangélica inspirada nos princípios da Assembleia de Deus e que acolhe em seus quadros orientais ou seus descendentes. Luís Henrique foi apresentado à cúpula da AdNipo por um amigo das antigas com acesso aos lideres. Uma consulta às redes sociais, mostra que a AdNipo tem 86 templos no Estado de São Paulo.

PAPEL PASSADO - Agora é definitivo. O Recinto de Exposições Juvenal Giraldelli, que abrigou durante 47 anos a Feira Agrícola, Comercial, Industrial e Pecuária de Jales, não pertence mais à Unimed de Jales.  A escritura do imóvel, de 82 mil metros quadrados, foi passada há 10 dias no 2º Cartório de Notas, mais conhecido como Cartório do Garça. Conforme foi largamente informado por este jornal, o valor da transação foi de R$ 3 milhões e 290 mil à vista. Os novos donos são três empresários de Santa Fé do Sul —João Batista Zocarato Junior, o Juninho, Márcio Caldeira e Fabrício Lalucce, que formarão uma empresa só para administrar o que compraram. 

INTERMEDIÁRIO - Segundo o médico patologista Mário Okanobo, presidente da Unimed, do valor total da transação, 3% (R$ 98.700,00) foram destinados ao advogado jalesense José Luís Nunes, que fez o meio de campo entre os santa-fé-sulenses e a diretoria da cooperativa médica.

DUELO DE GIGANTES – A compra do recinto teve marchas e contramarchas. O primeiro interessado em levar aquele espaço de entretenimento e lazer foi o empresário do ramo, Raphael Vieira Carvalho, da Gauri Eventos, de São Paulo. Conforme informou o J.J. em julho, ele ofereceu o que a Unimed queria, ou seja, R$ 3 milhões, mas em parcelas. Proposta recusada, pois os cooperados consideraram o prazo longo demais e exigiam pagamento à vista. A Gauri mandou outra proposta concordando com a exigência, mas na hora da onça beber água, o dinheiro não apareceu.

DUELO DE GIGANTES (2) – O segundo interessado na compra da Facip foi a BVL-X, braço imobiliário do Grupo Venturini, responsável, entre outros empreendimentos de sucesso na cidade, pelo condomínio Alpha Jales, para a classe A, Vila Mariana e Maria Gabriela. A empresa também ofereceu R$ 3 milhões, em menor número de parcelas do que a Gauri, mas os cooperados da Unimed também não aceitaram.

DUELO DE GIGANTES (3) - Depois de tantas idas e vindas, a diretoria da Unimed publicou no J.J. outro edital estabelecendo a data de 10 de janeiro para acolher eventuais interessados em apresentar novas propostas em envelopes lacrados. Na hora de secar o bagaço, disputaram a compra da Facip, de um lado, como sócios, o homem de negócios Irineu Amadeu, o Cabelinho, e Osvaldo Costa Junior, o Bixiga, da BX Eventos, que ofereceram R$ 3 milhões e 202 mil (R$ 1 milhão à vista, R$ 1 milhão em seis meses e, completando o pagamento, R$ 1 milhão e 202 mil em mais seis meses) e, do outro, o já mencionado grupo de empresários de Santa Fé do Sul, oferecendo pagamento à vista.

 RODA VIVA – Como um assunto puxa outro, o empresário Carlos Roberto Soares, do IEP (Instituto Educacional Profissionalizante), também é dono da empresa CHROS, que detém o direito de exploração por cinco anos do recinto de 35 mil metros quadrados cedido para a Gauri Eventos realizar o Rodeio Show, de 19 a 22 de maio. Ele visitou a redação deste jornal na última terça-feira, dia 8 de maio. De espírito empreendedor, Carlos revelou que fez um test drive durante a festa instalando um espaço gastronômico-etílico denominado Galpão Country. Pelo que deu a entender, não vai parar por aí. Sua intenção é investir na ideia e fazer do local um ponto de encontro definitivo para quem gosta de boa comida e boa bebida.

ARENA – A propósito do assunto, a frase “o leão está ferido, mas não está morto” foi pronunciada novamente na semana que passou. Tradução: o jogo ainda não está jogado...

DESABAMENTO - Norton Bechtlufft, ex-diretor da Vara do Trabalho de Jales, atualmente assessor da desembargadora Susana Santiso, vice-corregedora do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, passou a semana em Jales a serviço. Em contato com a direção do jornal, ele, que viaja o interior todo a serviço da Corregedoria, constatou que, após a reforma trabalhista, o número de ações propostas diminuiu sensivelmente.

CAUTELA – Uma das mais interessantes observações de Norton:  foram drasticamente reduzidas aquelas ações em que o empregado pedia quantias exorbitantes a título de indenização, principalmente   por danos morais ou insalubridade. Os reclamantes e seus defensores, informou Norton, estão optando pelo chamado rito sumaríssimo no qual o valor das ações propostas não ultrapassa 40 salários mínimos, até porque quem perde tem que pagar honorários ao advogado da outra parte.