quarta 23 setembro 2020
Arquibancada

Patamar de campeão

O Flamengo não cansa de fazer história. Após grande partida no Maracanã, o Rubro-Negro derrotou o Independiente Del Valle por 3 a 0, na última quarta-feira, e faturou o título da Recopa Sul-Americana. Em 2020, ainda no início da temporada, já são três títulos (Supercopa do Brasil, Taça Guanabara e Recopa) no intervalo de tempo de dez dias. Além disso, Jorge Jesus chega a quinta conquista em apenas nove meses de um trabalho impecável no time carioca.
Acostumado a ser soberano nos últimos tempos, o Flamengo encontrou dificuldades diante da organizada equipe equatoriana, principalmente depois da expulsão de Willian Arão na primeira etapa. Porém, quando a equipe mais precisou, a qualidade individual e coletiva dos 11 atletas que estavam em campo mais uma vez fez a diferença.
Na defesa, a segurança de Diego Alves, Rafinha e Filipe Luís impressiona e novamente foi decisiva nos momentos que o Del Valle tentou aproveitar a superioridade numérica. O goleiro fez milagre para evitar o empate do rival no segundo tempo e, junto com os laterais, passou enorme confiança para os recém contratados Gustavo Henrique e Léo Pereira.
No meio-campo, Gerson tomou conta mais uma vez, mesmo com a expulsão de Arão. Com excelente saída de bola, o que já se tornou rotina desde quando retornou ao Brasil, o camisa 8 distribuiu o jogo de forma brilhante, ajudou na marcação e, com extrema frieza, balançou as redes duas vezes em noite mágica no Maracanã. O meia pede passagem e merece uma oportunidade na próxima convocação do técnico Tite.
Sem Bruno Henrique, lesionado no confronto de ida, coube a Gabigol a responsabilidade no ataque. Autor do primeiro gol, o centroavante chamou o jogo para si, atormentou a defesa do Del Valle, fez uma de suas melhores partidas com a camisa rubro-negra e provou o motivo de ser um dos maiores jogadores da história do clube.
Com elenco vencedor, recheado de jogadores de muita qualidade, a cada dia o Flamengo comprova que está em “oto patamar”, como afirmou o atacante Bruno Henrique no ano passado. A história já foi escrita em 2019 com os títulos do Brasileirão e da Libertadores e, para 2020, a certeza é que não existe, na América do Sul, equipe tão preparada como o Mengão para brigar por todos os títulos e escrever novos capítulos de brilhantes conquistas.

Eduardo Martins 
 (jalesense, aluno do 4° ano de jornalismo da PUC-Campinas) 
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