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Passeata protesta contra o fim da assistência social

por Luiz Ramires
22 de outubro de 2017
O prefeito Flá e a presidente do Fundo Social, Glauciane, seguiram na frente, com os vereadores
De cerca de R$ 300.000,00 que de Jales recebe de repasses dos programas sociais do governo federal para instituições e entidades assistenciais o município não de deverá receber mais de R$ 200,00 (duzentos reais), se os deputados aprovarem o orçamento federal com os cortes que reduzem em mais de 99% as despesas com esses programas.
Só na região de São José do Rio Preto são mais de 70 mil pessoas carentes que sobrevivem graças a esses programas e deixarão de ser atendidas, se os cortes forem confirmados, pois as prefeituras não têm condições de arcar com essas despesas, como afirmou o prefeito Flávio Prandi Franco, durante a passeata realizada na manhã de 18 de outubro, promovida pelas entidades sociais para protestar contra essa situação.

MOBILIZAÇÃO
É preciso reverter essa situação com a população se manifestando de todas as formas possíveis, principalmente pelas redes sociais, pressionando seus deputados para que não deixem isso acontecer, pois seria o fim de todos esses programas e do apoio às entidades que dependem desses recursos para sobreviver, como afirmou o prefeito que se comprometeu em fazer a sua parte, mobilizando deputados e senadores, com apoio dos prefeitos da região. “Não podemos deixar isso acontecer. Seria o caos total”, afirmou, dizendo que já conversou com alguns deputados e sentiu a sensibilidade dos mesmos em relação ao problema.

DESMONTE
A confirmação de que o corte total das verbas assistenciais do governo vai implicar no desmonte de todos esses programas foi confirmada durante a manifestação, por Elaine Friozi, assistente social de Ouroeste, membro da direção da seccional do CRECI (Conselho Regional de Serviço Social) e coordenadora do Fórum Regional dos Trabalhadores do SUAS (Sistema Único de Assistência Social), que envolve 49 municípios. 
Elaine acredita que os prefeitos da região ainda não se deram conta do que poderá acontecer e por isso ainda não estão preocupados em mobilizar, principalmente os vereadores dos seus municípios, para pressionais os deputados e senadores, nesse protesto nacional que já vem acontecendo em outras regiões e na maioria dos estados.
O mais preocupante, segundo Elaine, é que o orçamento federal precisa ser aprovado em outubro, restando muito pouco tempo para tentar  impedir que o pior aconteça.