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PASSANDO BATIDO – Faltou muito pouco para que um jalesense passasse a ter acesso aos gabinetes mais estrelados do Palácio do Planalto.

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06 de janeiro de 2019
Novo governador João Dória repetiu gesto quase idêntico do jalesense Roberto Rollemberg
PASSANDO BATIDO – Faltou muito pouco para que um jalesense passasse a ter acesso aos gabinetes mais estrelados do Palácio do Planalto.No aquecimento para a campanha presidencial, o candidato a vice-presidente in pectore (do coração) do pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) era o general de quatro estrelas Augusto Heleno, filiado ao PRP, cujo presidente nacional é o engenheiro Ovasco Resende, nascido e criado em Jales onde mora sua família.  Por razões até agora desconhecidas, o PRP vetou a dobradinha do general com Bolsonaro, o que obrigou o capitão a optar por outro general, Hamilton Mourão, com quem subiu a rampa na terça-feira, 1º de janeiro.  

NINHO – Ao ser empossado, na Assembleia Legislativa, terça-feira, dia 1º de janeiro, o governador João Dória anunciou que não vai se mudar para a ala residencial do Palácio dos Bandeirantes, preferindo continuar em sua casa onde mora há 14 anos além do que promete doar seu salário a entidades sociais. 

PIONEIRO – Embora seja um exemplo edificante, Dória não é o primeiro detentor de mandato a abrir mão de mordomias no Estado de São Paulo. Um jalesense deu o pontapé inicial no quesito desprendimento — Roberto Rollemberg, em 1988. Ele que, como todos os deputados federais, tinha direito a um apartamento funcional em Brasília, foi convocado pelo então governador Orestes Quércia para assumir a Secretaria de Governo e teve que se mudar para São Paulo. 

MEIO DE CAMPO – Como o governo Quércia tinha altos índices de aprovação nas pesquisas, o governador se tornou automaticamente pré-candidato a presidente da República pelo PMDB nas eleições que seriam realizadas no ano seguinte. De olho no Planalto, ele começou a articular a candidatura e encarregou Rollemberg de costurar as alianças, recebendo políticos de todos os estados brasileiros.

CONTERRÂNEO – Acontece que Rollemberg morava em um modesto apartamento em Vila Mariana. Como Quércia sabia que o Secretário de Governo era avesso a mordomias, ele chamou outro jalesense, Carlos Rayel, então Coordenador de Comunicação do governo, para tentar convencer o conterrâneo a se mudar para um lugar mais amplo, de preferência uma casa nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, para que RR pudesse acomodar melhor os correligionários de outros estados em reuniões fora do expediente, principalmente jantares.  

MISSÃO - Rayel procurou Rollemberg, explicou o que Quércia queria e pediu que ele escolhesse alguma mansão de seu gosto e de sua família. Passados dois meses, apesar das cobranças quase diárias de Carlinhos, que tinha sido seu atleta no time de basquete do Clube do Ipê, RR desconversava. Até que um dia, ele abriu o jogo: “Rayel, diga ao governador que eu agradeço a gentileza, mas não vou me mudar para nenhuma mansão. Meu cargo é transitório e não quero acostumar meus filhos a viver em um lugar acima de minhas posses”. E continuou morando no modesto apartamento da Vila Mariana.

COMISSÃO DE FRENTE – Como se fosse um mestre-sala da Unijales, Oswaldo Soler Junior, um dos mantenedores, colocou terno e gravata e viajou para Brasília para acompanhar a troca de guarda nos ministérios. Ele esteve presente nas posses de Ricardo Velez, ministro da Educação, e do astronauta Marcos Pontes, no Ministério da Ciência e Tecnologia, cujo secretário-executivo é o ex-deputado federal Júlio Semeghini, casado com Vanessa Bigulin, filha da professora Rosângela, diretora de graduação da Unijales.

SOMBRAS - Junior aprendeu a se movimentar nos bastidores desde sempre. Esta coluna registrou há 30 dias que ele pegou carona em um evento em São José do Rio Preto organizado pelo vice-governador eleito Rodrigo Garcia e roubou a cena, presenteando o então ministro da Educação, Rossiele Soares   com cesta de uvas de Jales.

GRATIDÃO – Normalmente, Wanderley Garcia, empresário da comunicação e advogado, abre o programa “Improviso” lendo crônicas edificantes, leves, “prá cima”, bem de acordo com o espírito que emoldura um domingo de manhã. No domingo passado, 30 de dezembro, ele mudou o tom. Ao invés de ler crônicas e fábulas de terceiros, ele fez um minibalanço do ano que estava terminando, as dificuldades vividas por todas as empresas brasileiras e o compromisso inarredável de manter a Antena honrando seus compromissos com fornecedores e funcionários.  Mas, a maior surpresa ficou para o fim. Wanderley fez questão de creditar a existência de sua emissora a três personagens que já viajaram para o andar de cima — ministro das Comunicações, Antonio Carlos Magalhães, o deputado federal Roberto Rollemberg e o então diretor do Dentel, Rubens Bussacos, que estiveram presentes na inauguração da rádio, em 1986.

FAIR PLAY - Ao tempo em que ACM era ministro das Comunicações (governo Sarney), a regra não escrita para concessão de emissoras de rádio era política. Ou seja, dependia do deputado federal mais votado na região, no caso Rollemberg.   Embora Wanderley, que era dono da rádio Cultura AM, não fosse companheiro político do deputado jalesense, Rollemberg recomendou a ACM que lhe concedesse a primeira FM da cidade por considerar o pioneirismo da empresa em radiodifusão. Daí, o gesto de gratidão de WG expresso no último programa “Improviso” de 2018.