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Particular ou pública: a dúvida na escolha da universidade

Por Eduardo Britto
16 de junho de 2019
Eduardo Britto
A escolha da universidade é algo imprescindível para o vestibulando e vestibulanda. Não opte apenas pelo fato de ser uma universidade pública que a qualidade é garantida. Por outro lado, não é a marca da universidade particular que basta para a escolha de um curso privado. Em ambos os caso, é necessária uma análise criteriosa embasada na seriedade da instituição, no desenvolvimento acadêmico e sua reputação no mercado de trabalho.
É inegável que as universidades públicas, tanto federais quanto estaduais, apresentam um alto grau de credibilidade devido a sua infraestrutura e comprometimento com a ciência. A universidade é formada por três pilares: ensino, pesquisa e extensão. As instituições públicas têm forte compromisso com essas premissas e, por isso, sua elevada conceituação.
No entanto, não são todos os cursos que apresentam essa mesma avaliação positiva. Assim, procure pesquisar nos mais diversos guias e afins qual a avaliação daquele que você pretende. Nestes guias, é possível encontrar a avaliação do corpo docente, da infraestrutura e da grade curricular do curso desejado.
Já nas instituições particulares a preocupação está centrada em formar profissionais para o mercado de trabalho. Existe menor preocupação em grande parte das universidades privadas com a pesquisa e a ciência. Esse propósito existe, porém com menor grau de investimento. Por outro lado, várias instituições privadas apresentam infraestrutura invejável e corpo docente altamente recomendável.
Para que faça a escolha mais próxima daquilo que o futuro acadêmico deseja e, é claro, a situação financeira permite, cabe enumerar alguns pontos.
Primeiro, comece avaliando a localização da universidade. Morar no estado de São Paulo e optar pela Universidade Federal do Amazonas simplesmente por ser uma federal não parece ser um caminho viável. A distância conta e muito. Adaptar-se a uma nova realidade, hábitos e costumes é algo difícil. Sem contar a distância familiar que também é bastante complexo. 
Da mesma maneira, cuidado ao escolher um curso particular da sua região apenas pela conveniência domiciliar. Esse curso deve atender as suas expectativas. Saiba o porquê da escolha em permanecer por perto. Isso envolve desde questões financeiras ao seu objetivo de vida. Às vezes, suas ambições se limitam ao seu lugar de vida e, tendo isso claro, não há problema nenhum em se manter na sua própria cidade ou região. Desde que fique claro para você essa escolha.
Independente da esfera pública ou privada, também leve em conta: 
- o nível do corpo docente: verifique a qualificação dos professores, a titulação e o grau de comprometimento com a instituição. Nas instituições públicas há grande preocupação com a produção do conhecimento. Já nas privadas, o foco é a repassar o conhecimento. O que faz uma instituição privada melhor qualificada é o seu corpo docente.
- a infraestrutura: esqueça lanchonetes descoladas, espaço de vivência arquitetônico e cores transadas. Preocupe-se com as salas de aulas, laboratórios e biblioteca. Os cursos de humanas necessitam de uma boa biblioteca. Já exatas e biológicas são necessários bons laboratórios. Aliado a esses pontos, avalie o aparelhamento e o material humano oferecido.
- a avaliação no MEC: consulte o Ministério da Educação e verifique se o curso é reconhecido pela instituição e como ele foi avaliado no ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). Esse histórico é imprescindível para concluir a reputação da universidade e do curso que escolher.
- o programa de estágios, bolsas e intercâmbios: a universidade não pode estar isolada do mundo e do exercício profissional. Nas universidades públicas, as bolsas são ofertadas em várias modalidades por meio de órgãos e fundações. Nas privadas, a preocupação maior são os estágios que ingressam o acadêmico no mundo profissional. Nas duas instituições a possibilidade para algum estágio ou curso fora do país deve existir. No atual mundo globalizado, isso é fundamental.
- o custo-benefício: se os recursos financeiros estão limitados, saiba calcular. Os melhores cursos privados têm custos elevados. Mas, pode sair mais barato do que residir fora do domicilio dos pais. Por outro lado, as universidades públicas possuem os melhores cursos e não há custo mensal, além de poder pleitear as várias modalidades de bolsas de auxílio e de pesquisa existentes. Trabalhar durante a faculdade também é uma possibilidade.
Por tanto, a escolha de uma universidade requer cuidado, atenção, pesquisa e cálculo. Embora existam várias universidades e possibilidades, nem sempre há garantia de qualidade. Nesse momento é que o estudante deve debruçar-se na melhor escolha para se tornar um profissional de alto nível.

Eduardo Britto 
(Professor de Geografia do Colégio e Curso Objetivo de São Paulo, graduado pela UNESP, especialista em Gestão Ambiental pela UFSCAR e Mestre em Ensino de Ciências pela UFMS)