quarta 03 junho 2020
Perspectivas

Parece o fim?

Começou 2019 ou a Era do Fim do Mundo? Exagero? Acho que sim, mas essa é a conclusão que muitos estão tirando nesses quase 54 dias do ano. Fique calmo, a situação pode melhorar. Mas, o que está acontecendo? 
As tragédias são inúmeras e os bombardeios de notícias ruins andam perambulando nossa casa ao ligar a televisão. Mal nos recuperamos de um assunto, já vem outro nos deixar cabisbaixos e em luto pelos irmãos. Muitos até adoecem, pois, situações trágicas afetam o psicológico, a ponto de perder as esperanças e acreditar que não teremos dias melhores. Somos seres empáticos, nos colocamos no lugar do outro, por isso, sofremos juntos com essas situações. 
A onda de desastres não está centralizada apenas no Brasil, os Estados Unidos registraram o maior frio da história, que atingiu -30º C, com a sensação térmica de -50ºC. Cerca de 21 pessoas, em várias regiões, morreram devido às baixas temperaturas.
No dia 21 de janeiro, o avião que levava o jogador argentino Emiliano Salla, que estava comemorando sua nova fase e contratação no clube do Reino Unido, desapareceu entre a França e a Inglaterra, e só 13 dias depois foi encontrado, no fundo do Canal da Mancha.
A Venezuela ainda naquela bagunça política, as constantes manifestações e a crise que está assombrando o país e a população já deixou pelo menos oito mortos no início deste ano. 
No Brasil a lama de desastres começou no dia 25 de janeiro com o rompimento da barragem na cidade de Brumadinho-MG, 165 mortes e 155 desaparecidos, ou seja, 320 pessoas que deram adeus à sua vida terrestre, sem ao menos terminar ou finalizar aquele desejo pessoal, centenas de famílias desamparadas pela irresponsabilidade e ganância humana. 
Como se não bastasse, vem as fortes chuvas destruindo casas, causando enchentes, desmoronando barrancos no Rio de Janeiro. No último dia sete de fevereiro, coincidentemente sete pessoas morreram devido ao temporal.  
No dia seguinte, ainda recuperando das notícias ruins, vem o incêndio no Ninho do Urubu, garotos sonhadores do Flamengo foram engolidos por um fogo cruel, provindo de uma instalação tipo “gambiarra” de um ar condicionado. A tragédia só não foi ainda maior, porque anjos da guarda tentavam fazer sua nobre tarefa de retirar meninos daquele sufoco. Resultado de mais uma lamentável história, dez mortes e mais famílias desoladas pela notícia antecipada do fim dos sonhos. 
O dia 8 de fevereiro não parou por aí, uma ação de tropas de elite da Polícia Militar, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque resultou na morte de 14 pessoas em comunidades em Catumbi e em Santa Tereza, no Rio de Janeiro. A operação ocorreu devido a uma guerra entre facções rivais que estavam lutando pelo domínio do tráfico de drogas.
Já deu de notícias ruins, né? Até poderia ter parado por aí, mas três dias depois um helicóptero tentando fazer um pouso de emergência no Rodoanel em São Paulo chocou-se com um caminhão, mais duas mortes. Ficamos ainda mais chocados com a tragédia ao saber que uma figura pública, de extrema sabedoria e inteligência, estava deixando a bancada da Band e a Band News para morar junto de Deus, Ricardo Boechat. 
Talvez, se eu pudesse deixar um conselho, falaria para rezarmos mais e aproveitar cada momento. Não adianta achar que o mundo vai acabar amanhã, vamos ter mais leveza e tentar ver essas situações como fatos que não serão contínuos, apenas uma fatalidade e tudo voltará a ser como antes, sem tragédias.

Fonte*: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-02/operacao-para-combater-guerra-entre-faccoes-deixa-14-mortos-no-rio

Caroline Guzzo
MTb 71628/SP
(jornalista jalesense, radicada em Uberlândia/MG)

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