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Parada Gay de Jales - Parte II

Quando eu brinco as pessoas pensam que estou falando sério.
22 de agosto de 2011

Quando eu brinco as pessoas pensam que estou falando sério. Quando falo sério, pensam que estou brincando. Háháhá. Semana passada brinquei aqui a respeito de alguns Projetos de Lei votados na nossa Câmara Municipal. Só para ironizar a incoerência das convicções políticas de um vereador que defende bandeiras absolutamente antagônicas. Mas eu estava falando sério! Já é lei. As Leis nÚ 3.907, 3.908 e 3.909, instituem, respectivamente, o “Dia do Combate à Homofobia”, o “Dia do Pastor Evangélico” e o “Dia da Marcha para Jesus” aqui em Jales.
Porém, nada se sabe (ainda) de concreto a respeito de uma suposta “Marcha Gay” que estaria sendo organizados pelos autores da Lei que instituiu o “Dia do Combate à Homofobia”, vereadores Macetão, Tatinha e Nishimoto. Eu apoio. Mas já estou organizando a “Marcha Hetero”. O problema é que estou com dificuldade de encontrar adeptos para a minha Marcha. Credo! Háháhá.
Aliás, recebi um e-mail de um leitor com uma conta interessante. Calculou ele que, se a capital paulista, com cerca de 13 milhões de habitantes, reuniu 3 milhões de pessoas na Parada Gay; Jales, com cerca de 50 mil habitantes, reuniria cerca de 12 mil. Vixi! Fiquei “bege”! Então cada lar jalesense terá um participante! Por isso minha “Marcha Hetero” está fadada ao fracasso. O mundo é gay! Háháhá. Mas não podemos desistir. Seremos uns poucos gatos pingados na Avenida Francisco Jales, desfilando na carroceria de um caminhão, bebendo chope, comendo língua de vaca frita à milanesa, arrotando, coçando o s..., e empunhando com orgulho a bandeira com a foto do Jair Bolsonaro. Ui! Que macheza! Háháhá.
Não é fácil lidar com o povão. Dia desses presenciei um cidadão reclamando porque a empresa Demop, que está fazendo o recapeamento das ruas da cidade, havia interditado o quarteirão onde o dito cujo tem uma empresa. É brincadeira! Aposto que esse sujeito é um daqueles que vivia reclamando dos buracos nas ruas de Jales. Quer que a empresa trabalhe como? E, diga-se de passagem, o trabalho da empresa me parece de muito boa qualidade. E olha que não sou totalmente leigo no assunto. Trabalhei na empresa Semam, que asfaltou a cidade na década de 80. Vixi! Tô ficando velho! Háháhá.
Que semana sem graça! Não se fala mais em cassação do prefeito. Háháhá. Agora que viram que o Parini pode ficar mais tempo do que pensavam, alguns exaltados que falavam em voz alta nos botecos e padarias da cidade começaram a baixar o tom da voz. Outros estão evitando até comentar o assunto. Quem tem, tem medo! Háháhá. Segundo meu amigo andarilho bebum (aquele que sabe de tudo, mas não prova nada), o prefeito Parini teria encomendado algumas faixas para colocar em frente alguns estabelecimentos onde acertos grupos costumam se reunir para discutir política e outros assuntos relacionados com o dia-a-dia da cidade. As faixas trariam os dizeres: “Vocês vão ter que me engolir!”. Será? Háháhá.
Depois dessa, tchau! Eu acendo o pavio e saio correndo. Háháhá.

 Fábio Fiorani
Professor de Inglês, graduado pela FAI-Jales e pós-graduado em Língua Inglesa pela UNESP de São José do rio Preto.  - Franqueado CCAA em Jales.
fcmfiorani@terra.com.br