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Para se reabilitar, Jales Futsal recebe Mogi das Cruzes em Santa Fé do Sul

por lu
22 de maio de 2017
Por falta de local em Jales, o time de Jales Futsal está mandando seus jogos em Santa Fé do Sul
Na próxima quarta-feira, 24, o Jales Futsal enfrenta Mogi das Cruzes, no Ginásio Municipal Antônio Ramon do Amaral, em Santa Fé do Sul, em seu sexto compromisso pela Liga Paulista de Futsal (LPF). O duelo, marcado para as 20h, coloca frente a frente duas das piores equipes do Grupo A da competição.
O Jacaré é o sétimo e último colocado, com apenas três pontos conquistados – uma vitória e quatro derrotas –, enquanto os mogianos, com um jogo a menos, somam quatro tentos. Caso vença, o time comandado por Élcio de Souza Oliveira volta a brigar por uma vaga no G-4.

Novo tropeço
No último dia 12, a equipe de Jales foi derrotada pela Intelli, em confronto direto pela classificação à próxima fase. Em partida disputada na Arena Olímpica João Mambrini, em São Sebastião do Paraíso/MG, o Jacaré abriu larga vantagem no placar, com gols de Misael e Kiko Frioli (2). Os intellianos, no entanto, reagiram na etapa final, com gols de Rafinha (dois de pênalti), Tatu e Claudinho, e venceram por 4 a 3.
“No primeiro tempo, dominamos todas as ações. Porém, com a expulsão de um atleta (Misael), o adversário veio para cima, nos pressionou e foi mais competente. O nosso time também teve oportunidades de marcar. Nós não fomos felizes e saímos derrotados”, avaliou o treinador Élcio.

Empecilhos
Não é novidade para ninguém que montar uma equipe requer dinheiro em caixa, independente da modalidade. Diante da atual situação econômica do país, o presidente Luiz Felipe Pietrobom Chiaparini tem encontrado muitas dificuldades para manter as contas em dia, ainda mais em uma cidade de pequeno porte como Jales, onde os recursos são mais escassos.
Sem quadra disponível para receber os jogos da LPF no município, as despesas como mandante aumentam significativamente. O custo médio por jogo gira em torno de R$ 3.500,00 – arbitragem, multa por jogar fora de Jales, transporte e alimentação.
“Não posso reclamar do prefeito de Santa Fé do Sul, Ademir Maschio, e do Secretário de Esportes, Henrique Alssuffi. Eles não mediram esforços para que pudéssemos jogar lá. No entanto, a mudança de cidade traz sérios prejuízos, já que é quase impossível vender o programa de sócio-torcedor, propagandas internas no ginásio e, naturalmente, há uma queda no número de ingressos vendidos, pois nem todos os esportistas jalesenses viajam para nos prestigiar”, lamentou Lipão.
Para se ter uma noção, no último jogo em solo santa-fé-sulense, diante de Barueri, pouco mais de 40 ingressos foram comercializados. Quando o Sorocaba, de Falcão e companhia, veio ao noroeste paulista, cerca de 1.800 entradas foram negociadas. Segundo o mandatário, apesar do dinheiro curto, os compromissos estão em dia.