jornaldejales@melfinet.com.br
17 3632-1330

Para não repetir 2017

Arquibancada por Lucas Rossafa
08 de janeiro de 2018
Lucas Colombo Rossafa
No mesmo período do ano passado, esperava-se muito do Palmeiras. O então campeão brasileiro, mesmo com a saída de Gabriel Jesus, recebia investimentos milionários e o consenso era de que o Verdão havia montado um grande elenco para disputar títulos em todas as competições. Na prática, porém, nenhuma alegria e uma coleção de frustrações.
Ensinamentos de 2017 à parte, o desafio de Roger Machado é levar o Alviverde às conquistas de expressão – o sonho dos torcedores palestrinos é a Copa Libertadores da América. A responsabilidade é gigantesca, mas alguns fatores podem fazer com que a vida do novo treinador seja facilitada.
A base da equipe que fechou o Campeonato Brasileiro foi mantida. Por enquanto, nenhum dos titulares foi negociado na janela de transferência. Para melhorar, o presidente Maurício Galiotte reforçou o plantel com Weverton, Marcos Rocha Diogo Barbosa, Emerson Santos e Lucas Lima – sem nenhuma gastança absurda. Ou seja, contratou sem deixar o cofre vulnerável.
Por outro lado, o comandante começará o trabalho do zero. O processo de implementação das ideias de futebol, aliado aos conceitos táticos, pode levar um tempo considerável – se demorar a encaixar, é preciso paciência. A tendência é que, neste novo ciclo, o Palmeiras tenha maior posse de bola e pressione o adversário.
Um dos principais motivos que trazem alívio à torcida é que as laterais devem ter menos problemas em relação aos últimos anos. Com Marcos Rocha e Diogo Barbosa, os lados terão mais força tanto no ataque como na defesa. Os dois vêm de boas temporadas por Atlético-MG e Cruzeiro, respectivamente, e devem acrescentar bastante.
Já Lucas Lima, principal contratação para o setor ofensivo, é sinônimo de uma mistura de sentimentos: expectativa e desconfiança. Talentoso, o meia pode, enfim, voltar a ter uma temporada regular. Motivado, ele dá um salto de qualidade no meio campo, que deve contar com Moisés mais recuado, como segundo volante, sua posição de origem. No entanto, para deixar de ser esforçado é rápido, como em uma fração de segundos. O torcedor do Santos sabe muito bem disso.
O ano de 2017 mostrou ao Palmeiras que dinheiro não é tudo. Investiu pesado, mas morreu na praia. É preciso planejamento, continuidade do trabalho, conceitos claros e uma equipe titular definida, a fim de facilitar o entrosamento.Tudo isso não foi visto com Eduardo Baptista e Cuca.
Se o Verdão vai conquistar títulos do tamanho de sua grandeza, apenas o tempo nos dirá. Só não podemos ignorar o fato de que tem o principal plantel do Brasil, um dos melhores técnicos da nova geração e o status de favorito em todos os campeonatos da temporada.