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Palestrante da OAB-SP dá receita para advogados de como falar em público

por Luiz Ramires
24 de setembro de 2017
O presidente da OAB de Jales, Marlon Luiz Garcia Livramento fala no evento na Casa do Advogado
Falar em público é uma habilidade que qualquer pessoa pode desenvolver, mas é preciso seguir algumas regras, como afirmou a palestrante e atriz Fernanda Zerbini Mariano durante encontro na Casa do Advogado de Jales, na noite de 19 de setembro, terça-feira.
A palestrante afirma que existem técnicas incríveis que quando a pessoa aprende se torna potente e principalmente mais interessante, pois o mais difícil é manter a atenção das pessoas.
Em primeiro lugar é preciso ordenar o que se vai falar, colocando tudo no papel dentro de uma lógica, juntando as peças para se formar uma ideia interessante. O segundo passo é treinar para adquirir fluência verbal e desenvolver a expressão vocal e corporal, pois é o treino que torna a fala interessante. Por fim, vem o momento da entrega, quando o palestrante deve esquecer todas as técnicas para estar presente junto do público. Se fica pensando no que vai dar errado ele não está presente.

TEATRO
Fernanda é atriz. Ela afirma que começou no teatro com dez anos e nunca mais deixou. O teatro é a sua paixão, pois ajuda muito, principalmente sobre a presença de palco. O teatro, como afirmou, fala muito da pessoa encontrar a verdade, de achar a maneira de se expressar e de treinar, voltando sempre até se descobrir com a arte. É quando a pessoa aprende a se respeitar e a identificar suas qualidades como comunicador.
Outra questão, segundo Fernanda é que hoje muitas pessoas da plateia podem dominar o conteúdo do que o orador vai falar. Então, é preciso selecionar o que é importante sobre o tema e montar algo mais interessante que cause impacto em quem está assistindo.

ADVOGADOS
No caso do advogado o que ela mais tem ouvido é que essa é a profissão que mais exige o poder da fala, pois ele precisa falar quase todo dia. O mais importante, na sua avaliação, é que o advogado seja claro quando for conversar com seu cliente que normalmente não entende a comunicação técnica. Ele tem que pegar algo às vezes complexo e traduzir. Se a conversa for com gente que entende os termos técnicos ele tem que ser muito fluente, natural e autêntico.
Antes, a retórica que é a arte de persuadir pela palavra dava a ideia de convencer alguém de alguma coisa. Depois veio a oratória que era a arte de falar. Hoje a palavra é conectar. São coisas bem diferentes, pois a conexão procura criar um laço emocional, com o palestrante compartilhando histórias, trabalhando melhor a voz e uma postura mais autêntica.

CONEXÃO
Fernanda explica que hoje as pessoas não podem mais ficar quatro ou cinco horas em uma entrevista, como faziam antigamente. As entrevistas muitas vezes não passam de três ou quaro minutos. O passando, segundo ela, ensina muito sobre a fala, mas hoje é preciso se conectar, criar um laço mais digital que presencial.
Em síntese Fernanda fala que é importante a pessoa ler livros e fazer cursos sobre comunicação, mas o mais importante é ela levantar e falar e em cada apresentação ver o que foi bom e o que tem que ser repensado. “É como andar de bicicleta: nossos pais ensinam, mas que tem que andar somos nós, caindo e levantando”.