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PADRINHO – Bem ao seu estilo, o prefeito Flávio Prandi Franco (DEM) fez um bate-volta até São Paulo na semana que passou.

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14 de abril de 2019
Prefeito Flá, segundo os assessores, voltou animado de reunião com Rodrigo Garcia, secretário estadual de Governo
PADRINHO – Bem ao seu estilo, o prefeito Flávio Prandi Franco (DEM) fez um bate-volta até São Paulo na semana que passou. Segundo os que o circundam, ele voltou  todo animadão. Motivo: conseguiu um bom tempo a sós no Palácio dos Bandeirantes  com seu padrinho político, o vice-governador Rodrigo Garcia, secretário estadual de Governo e, pelo que diz a grande imprensa, escalado pelo governador João Dória para tocar a máquina administrativa do Estado . Deve ser verdade porque, como podem ver os que assistem aos telejornais, em toda entrevista coletiva de Dória, Rodrigo está ao lado.

BENÇÃO – Mas, voltemos ao que efetivamente interessa à terrinha. Ao voltar da capital, Flá foi econômico em relatos a seus assessores, mas a coluna apurou que, através de um telefonema do vice-governador ao recém-empossado presidente da Desenvolve SP, agência de fomento do governo estadual,  a questão do financiamento de R$ 11 milhões para recapear boa parte da cidade foi destravada. Também por influência de Rodrigo, que tem linha direta com Tarcísio Freitas, ministro da Infraestrutura, e com a direção da Rumo, empresa que explora a ferrovia que atravessa do Estado, os recursos para a construção do sonhado pontilhão unindo as duas partes da cidade poderá sair do papel. Como se sabe, o governo federal, na reta final do período Temer, renovou a concessão da Rumo, que venceria em 2025, por mais 30 anos.

BOLA NAS COSTAS – A propósito da polêmica promoção feita em nome da loja Max Modas no meio da semana em Jales, no qual se envolveram a Associação Comercial e Industrial, o Centro Pastoral da Diocese e a Prefeitura, os observadores da cena comunitária local liberaram o bom humor para definir o episódio em linguagem futebolística: todos tomaram bola nas costas da empresa. Quando os “zagueiros” viram, já era.

CANELADAS- Por falar em bola nas costas, vale lembrar algo parecido em 1983, mas que teve outro desfecho. O Clube Atlético Jalesense, que disputava a Segunda Divisão de Profissionais (hoje, A-1), fazia uma ótima campanha e iria receber uma equipe igualmente poderosa, o Vocem de Assis, em uma tarde de domingo, no Estádio Municipal Roberto Valle Rollemberg. 

CANELADAS (2) - Atentos ao que poderia se transformar em bons negócios, ambulantes de São Paulo amanheceram em Jales e estenderam camisas piratas do CAJ  em varais improvisados na Praça do Jacaré, onde a cidade se reunia todo domingo de manhã. Ironicamente, do outro lado da avenida, ficava uma loja das Casas Pêgolo, especializada em  materiais esportivos. Informado sobre a “invasão”, Nelson Samartino, presidente da Associação Comercial, acionou o então prefeito Valentim Paulo Viola. Como ambos tinham temperamentos esquentados, resolveram enfrentar os forasteiros no peito e na raça. Viola foi direto e reto: se eles não sumissem da praça, ele mandaria prendê-los. Os ambulantes não quiseram pagar para ver e bateram em retirada.

ESTILO – Aliás, Valentim Paulo Viola, de saudosa memória, gostava de exercer sua autoridade. Vale lembrar um outro episódio quase hilariante. Em 1985, quando foi lançado o Plano Cruzado, com congelamento de preços, o presidente José Sarney criou os chamados “fiscais do Sarney”. Viola reuniu os comerciantes, pediu colaboração, mas não contente, de vez em quando dava uma geral na cidade. Em uma de suas incertas, ele chegou à porta de um açougue na Rua 12. Depois de cumprimentar os consumidores que estavam na fila, ele deu o recado: “não comprem nada acima da tabela. Se cobrarem a mais, me chamem”. Quase deu crise política. O dono do açougue era o vereador João Carlos Altomari, seu correligionário e ardoroso defensor na Câmara Municipal.

WikiLeaks- A imprensa mundial noticiou com destaque a prisão na última quinta-feira, dia 11, de Julian Assange, jornalista editor, ativista e fundador da organização WikiLeaks, sem fins lucrativos, que se dedica a publicar documentos secretos, enviados por fontes anônimas, revelando a má conduta de governos, corporações e instituições pelo mundo todo. A jornalista jalesense Marina Nossa Neto, pesquisadora em Tecnopolítica, produziu um texto intitulado “O significado por trás da prisão do fundador da WikiLeaks, Julian Assange”,  postado na edição eletrônica do Jornal de Jales e em nossa página no Facebook  na última sexta-feira, dia 12 (http://jornaldejales.com.br/noticia/o-significado-por-tras-da-prisao-do-fundador-do-wikileaks-julian-assange  

NÚMEROS – Do alto da experiência de quem exerce a profissão há quase 50 anos, Munir Raal Maluf, sócio-proprietário do Laboratório de Análises Clínicas Oswaldo Cruz, fez uma interessante observação a propósito de notícia divulgada pelo J.J. na edição de 7 de abril sobre a epidemia de dengue em Jales. Na opinião dele, os números divulgados pela Equipe Municipal de Combate às Epidemias estão subdimensionados, pois refletiriam apenas os casos que passam pelas unidades de saúde, sem contar os constatados em pacientes com convênio ou particulares que vão aos laboratórios.