domingo 20 setembro 2020
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OURIVES – O empresário Luís Henrique Moreira, pré-candidato a prefeito pelo PSDB, passou a semana em São Paulo.

OURIVES – O empresário Luís Henrique Moreira, pré-candidato a prefeito pelo PSDB, passou a semana em São Paulo. Reuniões em série, explicou ele pelo celular. Indagado se as reuniões eram de ordem política, partidária ou empresarial, ele desconversou rindo: “as três”. Na verdade, LH vem tocando esta reta final de pré-campanha com cuidados de um ourives suíço.

PROFISSÃO PERIGO – Os familiares, amigos e pacientes da médica Jaqueline Brasil terminaram a semana razoavelmente aliviados com as notícias de que ela tinha vencido o período mais crítico após ser alcançada pela Covid-19. Prata da casa, ela atua no setor de Urgência e Emergência da Santa Casa e também é muito querida em Santa Albertina conforme relatos de quem já esteve sob seus cuidados. Mas, Jaqueline não foi a única profissional da medicina atingida pelo vírus. Outros dois médicos também tiveram que se afastar temporariamente das atividades diárias por conta da Covid-19, fazendo isolamento domiciliar. O número de profissionais da área da saúde dos quadros da Santa Casa que experimentaram as agruras do vírus também é preocupante—19, computados os que trabalham na enfermagem e paramédicos.  

QUEM DIRIA...- A pastora e cantora gospel Flordelis, uma das deputadas federais mais votadas do Estado do Rio de Janeiro pelo PSD—198 mil votos— ora encrencada até a raiz do cabelo sob a acusação de mandante do assassinato do marido, o também pastor Anderson do Carmo, foi muito prestigiada quando esteve em Jales em 2010, como superstar do 16ª Chá da Amiga. Além de 1.400 pessoas que compareceram ao templo da Primeira Igreja Batista, foram ouvi-la cabeças coroadas da política como o deputado federal Rodrigo Garcia, os estaduais Analice Fernandes e Itamar Borges, todos com base eleitoral na região de Jales, e o médico Paulo César Mariani, então candidato a deputado estadual.   

BOCA DO POVO - Jabuti não sobe em árvore. Se está lá...alguém pôs. Esta frase era usada pelos políticos mineiros das antigas quando tentavam explicar fatos aparentemente inexplicáveis. Por exemplo: o Projeto de Lei 127/220, da Mesa Diretora da Câmara Municipal, encaminhado em regime de urgência, segunda-feira, dia 24, estabelecendo a remuneração dos próximos prefeito, vice-prefeito, chefe de gabinete do prefeito, secretários municipais e vereadores. Na justificativa, os autores —Nivaldo Batista de Oliveira (presidente), João Valeriano Zanetoni (vice-presidente), Bismark Jun Iti Kuwakino (1º secretário) e Vagner Selis (2º secretário)— explicaram que os novos valores prevalecerão só a partir de janeiro de 2022, já que a Lei Complementar nº 173, de 27 de maio de 2020, vedou qualquer tipo de reajuste nos salários , vencimentos e subsídios até dezembro de 2021. O povo, desconfiado, andou perguntando em programas jornalísticos de rádio e nas redes sociais: se o aumento vai valer só a partir de 2022, por que aprovar agora, em agosto de 2020, em regime de urgência, justamente na primeira sessão sem transmissão de rádio ou internet? Por que tanta pressa? Tem jabuti na parada, pontuou uma felpuda raposa que conhece as baldas e manhas embutidas em alguns projetos...  

FEBEAPÁ- A reunião ordinária da Câmara Municipal de segunda-feira, também lembrou o saudoso Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo do cronista Sérgio Porto, criador do Febeapá (Festival de Besteiras que Assola o País), coletânea bem humorada do cotidiano brasileiro e que se transformou em um dos livros mais vendidos da época, e compositor do “Samba do Crioulo Doido”, sátira aos compositores de escolas de samba que, tendo que contar a história do Brasil a partir dos enredos, misturam alhos com bugalhos. Mal comparando foi meio estranho o posicionamento do vereador João Zanetoni. Quando a propositura foi colocada em votação, Zanetoni, um dos autores do projeto e do encaminhamento em regime de urgência, votou contra. O placar final foi de 7 a 3 pró-aprovação.  

LIBEROU GERAL- Apesar dos fatos engraçados relatados nos tópicos anteriores, os vereadores também aprovaram proposituras de interesse público. Uma delas: revogação de dispositivo legal que limitava a concorrência de instalação de empresas funerárias, estabelecendo uma para cada 5 mil habitantes. A partir de agora, liberou geral.  

VENTO A FAVOR – Vem chamando a atenção dos observadores o número de obras em andamento no município tocadas pela empresa local “Max Construções” —Velório, Terminal Rodoviário, Câmara Municipal, Praça dr. Euphly Jalles e Teatro Municipal. Indagado pela coluna, o empresário Lenar Maximiano, dono da Max, foi direto ao ponto: “Somos competitivos. Simples assim.” 

DINDIN – A propósito, na última quinta-feira, dia 27, o vereador Tiago Abra (MDB) encaminhou às redes sociais deste jornal reprodução de comunicado do deputado federal Baleia Rossi , presidente nacional do partido, informando que foram liberados R$ 280 mil, parcela de emenda ao orçamento federal que ele apresentou no ano passado, a pedido do vice-prefeito Garça, para revitalização da Praça dr. Euphly Jalles. O valor total é de R$ 1 milhão e 500 mil.   

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