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Os presentes de Buenos Aires

por Lucas Rossafa
29 de abril de 2018
Lucas Colombo Rossafa
Vencer é maravilhoso. Mas faltam adjetivos para qualificar um triunfo na Copa Libertadores da América, fora de casa, em plena La Bombonera, com vitória convincente diante do Boca Juniors. Foi o que fez o Palmeiras. A passagem por Buenos Aires tinha diversos ingredientes para complicar a sequência na temporada. Afinal, o elenco estava pressionado e com cobranças de alguns torcedores. 
Agora, o palestrino respira aliviado. O resultado positivo vai muito além da classificação. Embora seja importante avançar ao mata-mata com duas rodadas de antecedência, a partida demonstrou que os jogadores estão, aos poucos, atingindo o nível de maturidade necessário para disputar em alto nível e em torneios cuja competitividade é maior.
É inegável que o Verdão tenha tido uma atuação segura. Aliás, não foi amassado pelo Boca e conseguiu, por meio da tranquilidade, toque de bola e eficiência, silenciar a torcida adversária. Sabe aquele típico caldeirão argentino? Keno e Lucas Lima fizeram questão de silenciar.
Além disso, há algo ainda mais vital a ser comemorado: a volta da confiança. Depois de perder a final do Campeonato Paulista para o Corinthians, em partida recheada de polêmica, só agora parece que a segurança foi retomada. Bater o Internacional, no Campeonato Brasileiro, não foi suficiente. Era necessário algo a mais. E todos sabiam que anular os pontos fortes do time mandante era obrigatório para sonhar com a vitória.
No entanto, nem tudo são flores. Lucas Lima teve atuações pífias na reta final do Estadual e, lentamente, parece ter retomando bom futebol. O que falta? Regularidade para fazer a diferença no sofrível nível técnico do futebol brasileiro. A defesa também preocupa, haja vista a ausência de um zagueiro totalmente confiável - Thiago Martins, Edu Dracena e Antônio Carlos não se encaixam neste quesito.
Com vaga garantida nas oitavas, é tempo de buscar classificação na Copa do Brasil e engatar sequência de bons resultados no Campeonato Brasileiro. Com o elenco que Roger Machado tem em mãos, não se pode abrir mão de nenhuma competição, apesar dos problemas crônicos do calendário.

Lucas Colombo Rossafa
(jalesense, aluno do 4°ano de jornalismo da  PUC/Campinas) 
Twitter @lucas_rossafa