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Os pensamentos de um mero aprendiz

por Ualter Otoni Azambuja Neto
15 de outubro de 2017
Ualter Otoni Azambuja Neto
Hoje decidi falar sobre as escolhas que fazemos, as consequências e um pouco também sobre a nossa capacidade de vitimização. Para refletir sobre tudo isso, busquei algumas informações com grandes mentes, como Clóvis de Barros Filho e Leandro Karnal, onde relatavam sobre o existencialismo (doutrina filosófica voltada para a análise da existência do ser humano) e a liberdade que possuímos nos dias de hoje. 
Com isso, torna-se importante, falar um pouco sobre o existencialismo. Para esta doutrina, que buscou inúmeras vezes, refletir e tentar levantar respostas para o ser humano e sua existência, o homem não se define por aquilo que o constitui interiormente, mas sim pelo que ele faz, isto é, o homem é aquilo que ele escolhe fazer, pois ele é quem fabrica sua própria existência. Logo, a existência precede, determina, a essência.
Se parássemos para pensar sobre a ideia existencialista, seríamos condenados a liberdade, a escolher a própria vida, até mesmo aqueles que “entregam” a sua escolha de vida a um charlatão, a alguém que se utiliza da boa-fé das pessoas, fingindo atributos e qualidades, que não possui, para obter vantagem, geralmente de ordem econômica.
Neste ponto, é interessante dizer, sobre algumas das ideias de Leandro Karnal, pois segundo este historiador, nós somos roteiristas do nosso próprio destino, ou seja, dentro dos limites do humano, é o homem que constrói sua própria vida. O historiador ainda adverte, “eu não controlo tudo, pois não sou Deus, mas entre o nascimento e a morte, quase tudo está sobre o meu controle” (Leandro Karnal). É, claro, nem todos possuem as mesmas oportunidades, mas nada impossível, quando parto do ponto de vista, de que, o que realmente faz a diferença é o esforço.
Jean-Paul Sartre, ainda vai além e diz que, “a má-fé é o recurso dos fracassados”, ou seja, na grande maioria das vezes, nos colocamos como vítimas, querendo nos eximir das nossas próprias responsabilidades. Seria como algumas doutrinas religiosas pregam, a causa das misérias humanas e dos sofrimentos, na maior parte dos casos é consequência das más tendências do homem.
Hoje em dia, temos uma ampla liberdade, quase absoluta, coisa que não existia nas gerações de 100 anos atrás, em razão de valores culturais e morais, além de outros elementos. No entanto, nem por isso, somos mais felizes dos que antes. Seria como um escritor francês destacou, “a liberdade de escolha é um direito de todos, mas só alguns a exercem com excelência” (Honoré Balzac).
Apesar de tudo, é importante considerarmos, que errar é humano e que muitas vezes o erro é fundamental, pois ele indica que temos que alterar algumas coisas, rever alguns de nossos conceitos. Porém, se somos definidos por aquilo que fazemos, de acordo com o pensamento existencialista, seríamos co-partícipes da humanidade, pois nós auxiliaríamos, na definição da humanidade. Sendo assim, será que estamos fazendo da humanidade algo que almejamos?

Ualter Otoni Azambuja Neto
(Acadêmico De Direito: 4ª Ano / Centro Universitário Toledo - 
Araçatuba) - 21 Anos