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Os desafios de Fábio Carille

por Lucas Rossafa
14 de janeiro de 2018
Lucas Colombo Rossafa
A temporada está prestes a começar, mas a responsabilidade carregada pelo Corinthians em 2018 é muito maior em relação ao mesmo período do ano passado. Agora, Fábio Carille leva o peso de ter dois títulos importantes no currículo e a missão de fazer com que o time jogue bem e se mantenha entre os primeiros.
A tarefa principal do treinador alvinegro será reorganizar a equipe sem que o desempenho seja afetado. Isso porque o Timão perdeu três titulares incontestáveis (Pablo, Guilherme Arana e Jô), não repôs à altura e ainda pode sofrer com a falta de entrosamento na linha defensiva durante os primeiros compromissos.
Embora não tenha tido um desmanche, como foi com o grupo campeão brasileiro de 2015, o calendário está mais apertado. Além dos descansos reduzidos, graças à Copa do Mundo, o Timão terá, ao menos, quatro competições oficiais, sem levar em consideração a Flórida Cup, torneio preparatório de pré-temporada.
Entre elas, está a Copa Libertadores da América, principal objetivo. Apesar de não ter caído em um grupo difícil, duas das três viagens têm logísticas desgastantes. Como o elenco de Carille não é recheado de boas opções, a tendência é que a intensidade não seja a mesma no Campeonato Paulista.
O que pode pesar a favor do Corinthians é a manutenção de oito dos 11 titulares de 2017. Ou seja, o grupo é praticamente o mesmo. Alguns atletas, importantes na campanha do heptacampeonato nacional, podem melhorar. São os casos de Clayson, grata surpresa vinda da Ponte Preta, Marquinhos Gabriel, que demorou a encaixar, Pedrinho, destaque das categorias de base, e Pedro Henrique, companheiro de Balbuena na defesa.
Entre os reforços, longe de badalados, três chamam atenção, por razões distintas. Juninho Capixaba, embora tenha custado alto aos cofres paulistas, tem potencial. Com apenas 20 anos, apresenta, na teoria, as mesmas características de Arana – apoia bem, mas tem deficiências na marcação. Renê Júnior vem de grandes apresentações pelo Bahia e o atacante Júnior Dutra, longe de ser unanimidade entre a torcida, chega com a sombra de Jô.
O ano que se inicia no Todo Poderoso passa, obrigatoriamente, pelo talento de Fábio Carille em manter o alto nível de seus comandados e mostrar que, mesmo com uma responsabilidade gigantesca, pode fazer que 2018 seja tão bom quanto 2017.

Lucas Colombo Rossafa
 (jalesense, aluno do 3°ano de jornalismo da  PUC/Campinas) 

Twitter @lucas_rossafa