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Orgulho nacional e enorme desafio

Por Eduardo Martins
23 de junho de 2019
As brasileiras enfrentam a França neste domingo, às 16h, no Stade Océane
Muitas vezes subestimado e deixado de lado por dirigentes e pela opinião pública no Brasil, o futebol feminino nacional vive um momento histórico e a cada dia se torna motivo de maior orgulho para qualquer torcedor.
Classificada para as oitavas de final da Copa do Mundo, a seleção brasileira terá pela frente um confronto duríssimo diante da França; dona da casa e uma das maiores potências no futebol feminino neste momento.
O favoritismo da adversária se explica por alguns motivos. Com o elenco recheada de jogadoras do Lyon, principal equipe feminina do mundo, as atletas se conhecem e o time comandado por Corinne Diacre tem enorme entrosamento. Além disso, a Federação Francesa de Futebol olhou para a base e fortaleceu o campeonato nacional, o que facilitou o surgimento e o desenvolvimento de grandes atletas.
Apesar da complicada adversária, a seleção de Marta já quebrou paradigmas neste Mundial, vem honrando a bandeira verde e amarela e, independente do resultado que conseguir diante das francesas, já merece inúmeros aplausos. 
Em um país que o futebol feminino é desvalorizado e tratado tão mal pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o fato de conseguir chegar até a Copa do Mundo como uma seleção respeitada e fazer seis pontos em um grupo com times superiores como Austrália e Itália, precisa ao menos servir de reflexão para perceber que vale a pena dar apoio às meninas que sonham em ter sucesso no esporte.
O engajamento da torcida brasileira durante este Mundial é algo que vem chamando atenção e também merece destaque. Com todos os jogos do Brasil sendo transmitidos na TV aberta, a audiência vem crescendo e, em grandes capitais, empresas chegaram até a interromper as atividades para acompanhar as mulheres na Copa do Mundo.
Diante deste cenário, a esperança é que os dirigentes que comandam o esporte brasileiro possam olhar com mais carinho para o futebol feminino após essa Copa do Mundo. Investir nas mulheres é garantia de sucesso e talento é algo que não falta a elas, basta ter incentivo, fortalecimento das categorias de base, surgimento de uma liga nacional forte, que certamente o resultado será colhido a longo prazo.

Eduardo Martins 
 (jalesense, aluno do 3° ano de jornalismo da PUC-Campinas)