jornaldejales@melfinet.com.br
17 3632-1330

Onde está o diálogo?

por Caroline Guzzo
18 de dezembro de 2017
Caroline Guzzo
O que é o que é: quando duas pessoas ou mais manifestam as suas ideias ou afetos de forma alternativa, discutem ou trocam impressões até chegar a um entendimento? É o diálogo. O conceito é fácil, colocá-lo em prática que anda sendo difícil para o ser humano. 
Acredito que alguns de vocês já devem terem assistido ao programa Polícia 24h, transmitido pela Band toda segunda-feira, a partir das 22h05. Os protagonistas são policiais de vários Estados do Brasil, inclusive aparecem, frequentemente, profissionais da nossa região.
O programa registra o trabalho das corporações nas mais variadas ações, que vão desde a mediação de problemas comuns até situações de confronto. Mas não estou aqui para fazer merchandising, estou falando desse programa para explicar o simples fato da falta de comunicação entre as pessoas. 
Constantemente, os policiais são chamados para estabelecer o diálogo entre vizinhos, amigos, inclusive família (cúmulo). A resolução de tudo isso é que a polícia consegue acalmar os ânimos, acabam que todos param de brigar, entram em acordo e desistem do boletim de ocorrência. E aí, precisa de polícia para se ter diálogo?
Analisando esses e demais fatos, apreciamos o quanto a falta de paciência ou melhor, a intolerância, provoca o auge do stress humano, fazendo com que as pessoas não consigam resolver situações simples, mediante uma conversa amigável.
Gritos, empurrões e confrontos são as verdadeiras provas de força de um contra o outro, quando a boa conversa passa longe, afinal a disputa passa a ser de quem tem a voz mais elevada e o grito mais forte para calar o outro, que também não aceita e aí partem para agressões físicas e verbais. Gente, o que isso?  Uma boa conversa não faz mal a ninguém.
As pessoas não conseguem discutir ideias, opiniões sem ofensas, até parece que o outro é obrigado a concordar com a sua “cabeça”. Falei sobre isso no artigo passado, porém referente as redes sociais, agora me refiro ao diálogo presencial. Já conseguiu falar para o outro sobre a sua opinião de política? Ixi, é procurar briga. E sobre religião? Hum, não dá certo. Porque as pessoas não conseguem ouvir e serem ouvidas sem arrogância? A intolerância está dominando a mente humana. 
Recentemente, o Padre Fábio de Melo e o professor Leandro Karnal, ateu por convicção, lançaram o livro “Crer ou não crer”, falando sobre a religiosidade. O que aprendemos com isso? É que você não é obrigado a concordar com o próximo, mas precisa respeitá-lo, ser tolerante, amá-lo da forma como ele é.

Caroline Guzzo
(é jornalista)