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Obrigado, Profeta!

por Lucas Rossafa
18 de novembro de 2017
Lucas Colombo Rossafa
Na manhã de 19 de julho, o torcedor do São Paulo acordou com uma notícia espetacular. Através de suas redes sociais, o Tricolor anunciava o retorno do meia Hernanes, bicampeão brasileiro pelo clube. O experiente jogador, que estava no futebol chinês, voltava à capital paulista que o projetou internacionalmente com a missão de livrá-lo do rebaixamento.
A diferença técnica do Profeta em relação ao que é praticado no Brasil é grande. O atleta de 32 anos ainda é diferenciado: volante moderno que sai bem para o jogo, com versatilidade, o que é fundamental, sobretudo quando se altera um esquema tático. Além do talento com a bola nos pés, a questão física é elogiável. Tanto é que, nas últimas 17 partidas no Campeonato Brasileiro, o pernambucano esteve presente em todas elas – foram oito vitórias, quatro empates e cinco derrotas.
Essa presença constante tem sido vital para que o time do Morumbi melhore o aproveitamento no returno e escape da zona de rebaixamento. Embora ainda não esteja matematicamente garantido na elite, o Soberano está muito próximo de alcançar o objetivo. Com 44 pontos, os comandados de Dorival Júnior estão oito à frente do Sport, 17º colocado até o início da 34ª rodada. A ascensão pode ser explicada, principalmente, pelos nove gols, três assistências, 50 finalizações e 37 desarmes do camisa 15.
A qualidade que ele acrescenta à equipe é proporcional ao que representa à instituição pela conduta profissional. Além de ídolo, é exemplo de liderança e dedicação. Quando Hernanes estiver aposentado e fizer parte do passado futebolístico, o torcedor são-paulino, que esteve agonizado até pouco tempo, será eternamente grato pela sua contribuição. Afinal, a queda para a Série B seria histórica e cruel.
A gratidão e o carinho da torcida para com o Profeta acontecem de forma recíproca. A idolatria, obviamente, não se compara com a de Rogério Ceni por motivos óbvios. Entretanto, as atitudes – tanto dentro como fora de campo – mudam o seu status. Afirmar que o fantasma do rebaixamento já faz parte do passado não é o mais coerente, apesar de restar ao Tricolor um trinfo ou três empates nas cinco últimas partidas. E, para isso, um desempenho satisfatório do jogador é fundamental.
O atleta, cujo contrato se encerra em junho de 2018, está focado na reta final da temporada. Resta saber, agora, se a diretoria já tem alguma estratégia para persuadir os chineses na janela de transferências. Até porque ele tem de ser o plano A para recolocar o clube no caminho dos títulos.

Lucas Colombo Rossafa
 (jalesense, aluno do 3°ano de jornalismo da  PUC/Campinas) 

Twitter @lucas_rossafa