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O SONHO.... - Aos 82 anos, Clóvis Pereira, fundador e presidente do Jales Clube, não perdeu a esperança ...

O SONHO.... - Aos 82 anos, Clóvis Pereira, fundador e presidente do Jales Clube, não perdeu a esperança de ceder o espaço que for necessário para que a agremiação abrigue uma instituição federal voltada para a educação ou saúde. O clube completou 42 anos na última sexta-feira, dia 12 de junho (ver informe na última página deste caderno).

...NÃO ACABOU – Em contato com a direção do jornal, Clóvis preferiu não alimentar expectativas muito otimistas, mas ficou no ar a sensação de que tem alguma carta na manga. Vale lembrar que o “general”, como o chamam amigos muitos próximos, é do chamado bolsonarismo-raiz, tendo participado ativamente de reuniões com simpatizantes do então candidato Jair Bolsonaro no período pré-eleitoral, em 2018, organizando carreatas em Jales.  

LEGADO – Na verdade, Clóvis pensa no assunto desde 2014. Quando foi procurado por emissários da direção nacional do PMDB , que desejavam usar o clube para um ato de campanha em favor da reeleição da chapa Dilma Roussseff-Michel Temer, ele impôs como condição a exigência de ser recebido pela presidente para entregar um projeto de instalação de universidade federal em Jales, deixando um legado para as novas gerações.  

FRENTE A FRENTE – Assim que terminou o ato eleitoral, Clóvis e sua esposa Dirce foram recebidos por Dilma nos camarins do Jales Clube. Ele fez uma exposição do que estava oferecendo ao governo e entregou o projeto por escrito, com todos os dados levantados por uma equipe de colaboradores. Testemunharam o encontro entre Clóvis e Dilma o vice-presidente Temer e o ex-ministro Luís Marinho, então prefeito de São Bernardo do Campo, além deste comentarista e do petista Luís Especiato. Dias depois, Clóvis recebeu uma mensagem dando conta de que a reivindicação tinha sido encaminhada ao MEC. E não se falou mais no assunto.  

REENCONTRO - Fake news, Liberdade de Expressão e Discurso de Ódio foram os temas de uma videoconferência entre duas jalesenses, quarta-feira, dia 10 de junho. — a jornalista e professora Ayne Regina Salviano, mestre em comunicação e semiótica, gestora das instituições “Damásio Educacional” e “Criar Redação”, em Araçatuba, e Fernanda Lima, delegada de polícia em Formosa-Goiás. O traço de união entre ambas, além de serem da mesma cidade, é que Ayne foi professora de Fernanda.     

METRALHADORA GIRATÓRIA – Walter Fanganiello Maierovitch, que foi juiz de direito em Jales no final dos anos 70, continua acionando a sua metralhadora giratória. Desembargador aposentado, jurista e presidente do Instituto Giovanni Falcone de Ciências Criminas, ele tem utilizado todos os espaços disponíveis para questionar atos do governo Bolsonaro. 

TIRO NO PÉ – Na semana que passou, ele teve ampla visibilidade em dois dos grandes jornais do país. Na segunda-feira, 8 de junho, ganhou página inteira no jornal O Estado de S. Paulo, no espaço Direto da Fonte, de Sônia Racy. Em certo trecho, Maierovitch foi especialmente cáustico: “o que espanta hoje, no País é a demora em levar adiante os movimentos conhecidos—crimes de responsabilidade para articular a saída de Jair Bolsonaro da presidência. Exemplos: circular sem máscara e provocar aglomerações (induzindo outros cidadãos a risco de morte), fazer advocacia administrativa (interferência direta em favor próprio) na PF no Rio, criação de sistema pessoal de informações, atitudes em favor de armamento de milícias. “. Maierovitch vê o presidente como vítima de si mesmo e foi na jugular: “cada vez que ele abre a boca dá um tiro no pé”.  

ORA, ARAS- Este foi o título de artigo escrito pelo ex-juiz em Jales e publicado em página nobre da Folha de S. Paulo na quarta-feira, 10 de junho. A bola da vez foi o Procurador Geral da República, Augusto Aras, a quem acusou de tentar desmembrar o inquérito das fake news que tramita no Supremo Tribunal Federal para evitar que os acusados sejam considerados membros de organização criminosa.   

FARMÁCIA – A Associação dos Magistrados Brasileiros e o Conselho Nacional de Justiça lançaram na última quarta-feira, dia 10, campanha para incentivar mulheres vigiadas a denunciar violência doméstica . Elas poderão reportar os casos a mais de 10 mil farmácias espalhadas pelo país.  

X DA QUESTÃO- As vítimas poderão desenhar um “X” na mão e exibi-lo para os atendentes, que farão a comunicação com a polícia. Para a presidente da AMB, Renata Gil, a campanha visa ajudar todas as mulheres que têm dificuldade de expressar queixas nestes casos.  

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