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O risco de ficar sem deputado

Por Osmar Gabriel
09 de setembro de 2018
Osmar Gabriel
Estamos às portas das eleições e carrego comigo uma preocupação muito grande no que se refere à representatividade de nossa cidade frente à Assembleia Estadual. Temos dois candidatos se destacando nessa corrida eleitoral. São eles: o Delegado Sakashita e Luiz Henrique Moreira, homens de ótimo calibre na certeza que seremos bem representados.
Tenho receio de ficarmos sem nenhum deles, porque os votos da cidade serão divididos e os postulantes podem não conseguir o número necessário para vencer essa corrida.
Temoroso estou e agora surgiu entre os dois postulantes dois concorrentes que têm muitos amigos e correligionários na cidade. De imediato alguns líderes de ponta não pestanejaram e já voaram direto para os braços do santaféssulense Itamar Borges e Analice Fernandes.
Destaco uma menção ao apoio postado nas redes sociais ao deputado Itamar para sua reeleição justificando que esse gesto ocorreu por ter apresentado Emendas Parlamentares direcionadas para os cofres da Santa Casa e tão somente por isso.
Prezados leitores, temos consciência da importância da nossa Santa Casa e da necessidade que ela tem em angariar esses recursos para sanar seus compromissos, e reconhecer que nos dias de hoje goza de modelo invejável a nível regional em todos os quesitos. Mas diante disso, eu pergunto: e a nossa cidade? Só vive Santa Casa? E a saúde, educação, segurança, será que não são quesitos de ponta e que também requer de uma atenção especial?
Bate aí à velha “fidelidade partidária” que nos deixou na mão por várias décadas e não será novidade nenhuma se ocorrer novamente nessas eleições. Caminhamos a passos largos para ficar sem representante, fadados a pedir “esmolas” e viver de “migalhas” de políticos de outras cidades na convicção que todo seu trabalho de emendas e liberação de recursos mais volumosos serão carreados junto a clientela de sua base política.
Já era tempo para os “caciques” da política terem aprendido a lição e se reunido em um consenso e escolhido um nome para que fossemos representados com segurança. Isso nos leva a refletir, amigos leitores, que a maioria dos nossos partidos em Jales e no Brasil, além de cultivar essa “fidelidade partidária” a toque do “custe o que custar”, são dirigidos em sua maioria por cidadãos de ótima reputação, empresários, mas que também se deram bem na vida, abastados financeiramente ao ponto que se houver uma crise financeira no país, seus vencimentos e ganhos estarão garantidos, ficando a impressão que o resto do povo que se vira. Não é bem assim.
A cidade não vive um bom momento nesses tempos, com o desfalque gigantesco na Prefeitura debaixo do nariz de todos, uma vergonha. Agora estamos prestes a presenciar outro “desastre” político em uma cidade que se gaba de ser centro de região e não tem capacidade de eleger um representante político a nível federal e estadual.
Bem, durante essas décadas o que mais aprendemos é pedir “esmolas” para os deputados das cidades circunvizinhas, estamos craques nisso. Que Deus nos ajude e na esperança que essa minha desconfiança não passe disso e eu esteja errado. Força, Jales!

Osmar Gabriel
(Corretor de Imóveis
RG 8.320.382)