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O que você quer ser quando crescer?

Por Eduardo Britto
28 de abril de 2019
Eduardo Britto
Toda conquista deve ser precedida e procedida de, ao menos, 2 gotas no rosto: a do suor, pelo esforço; e a da lágrima, pela conquista. Essa é uma singela frase que costumo transmitir aos meus alunos e alunas que almejam uma vaga numa grande universidade.
Digo por dois motivos básicos. O primeiro porque a minha experiência em 15 anos de magistério oferece várias experiências vivenciadas na qual os estudantes conseguiram êxito graças à essa devoção. O segundo, e o que considero mais importante, é a minha trajetória de vida ao longo dos últimos 23 anos. É deste segundo motivo que quero começar a minha coluna no JJ.
Há mais de duas décadas, depois de muito contar e calcular, meus pais puderam me dar a oportunidade de cursar o Ensino Médio na mais renomada escola da cidade: a Cooperjales/Objetivo. Era tudo muito novo, mas ao mesmo tempo preocupante. Vindo de escola pública, aquela quantidade professores, conteúdo, livros e apostila realmente me assustava. Porém, jamais intimidava. Começava, ali, a derramar as primeiras gotas de suor em busca da aprovação no curso de Geografia numa universidade pública.
Por escolher Geografia e cursar numa escola que adotava o Sistema Objetivo, era evidente que o meu fascínio pelos professores e professoras responsáveis pela autoria do material didático causavam-me frisson. Ao abrir a apostila e ver nomes como Vera Antunes, Moacyr Nogueira Junior, Eduardo Luchesi, pensava eu: “esses professores são os “bam bam bans” da Geografia”. Era como ler sobre futebol nomes como Ronaldo, Roberto Carlos, Rivaldo...
As primeiras lágrimas no rosto vieram. A aprovação no vestibular da Unesp premiou três anos de árduo esforço e abdicação de várias frivolidades. Mas, outras gostas de suor estavam por vir. Os anos de licenciatura, especialização e mestrado… Quando, então, em 2012 surgiu o inesperado. O convite para lecionar no Colégio e Curso Objetivo de São Paulo. Certamente, mais lágrimas vieram…. Principalmente, quando subi pela primeira vez a escadaria do famoso e referenciado Objetivo da Paulista e passei a dividir sala de professores com aqueles “bam bam bans”.
As gotas do esforço do suor ainda são constantes. São diárias. Mas, vale muito à pena. Elas oportunizam muitas gotas de lágrimas quando escuto um grito bem forte: “Britto, passei!!!!!!”. A minha profissão me dá essa alegria e essa oportunidade de participar de conquistas tal qual foi a minha e pode ser de cada estudante que deseja ingressar numa universidade de qualidade. Compartilho essa história porque me orgulho em dizer que o caipira de Jales saiu um dia da sua terra para ser o queria quando crescesse. Sonhe, trabalhe bastante, estude e conquiste! Vale a pena… eu te garanto.
Todo domingo vou compartilhar importantes dicas de vestibular e ENEM para os leitores do JJ. Porém, antes, não poderia deixar de compartilhar como é bom suar e chorar por uma conquista.

Eduardo Britto 
(Professor de Geografia do Colégio e Curso Objetivo de São Paulo, graduado pela UNESP, especialista em Gestão Ambiental pela UFSCAR e Mestre em Ensino de Ciências pela UFMS)