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O profissional do futuro

Perspectivas por Ayne Regina Gonçalves Salviano
19 de maio de 2019
Ayne Regina Gonçalves Salviano
Você sabe o que é habilidade socioemocional? 
É a capacidade do ser humano de autoconhecer-se, ter confiança em si mesmo a ponto de se relacionar consigo e com o mundo de forma harmoniosa, sem ansiedade ou depressão. Difícil? Para muitos, sim. 
Por este motivo, o tema já se transformou em disciplina curricular em algumas escolas brasileiras, a maioria da rede particular de ensino. Nestas instituições, professores capacitados trabalham com crianças e adolescentes a partir dos medos e anseios dos alunos. Ajudando-os na mediação dos conflitos, criam seres humanos mais seguros, mais dinâmicos, líderes. 
Um estudo recente da universidade norte-americana de Columbia aponta que para cada dólar investido no desenvolvimento da inteligência socioemocional de uma criança, 11 dólares são devolvidos à sociedade, principalmente na prevenção da saúde mental. 
Em uma abordagem mais direcionada ao mercado de trabalho, os estudiosos identificaram que quando uma pessoa se comunica e se relaciona bem socialmente, tem maiores condições de tomar as melhores decisões não só para si mesma como para o mundo. Esse ser humano melhor se transforma em um profissional melhor que ajuda toda a sociedade a ser melhor.
Um dado interessante do Fórum Econômico Mundial mostra que 75% das crianças que estão hoje na escola primária vão trabalhar em empresas (e empregos) que ainda não existem. O que nos faz pensar, como educadores, que o jovem de hoje, cursando o ensino médio, precisará modificar suas expectativas com relação ao ensino superior e montar um portfólio de capacidades. 
Porque se hoje a maioria dos profissionais faz apenas uma tarefa, o profissional do futuro contribuirá com várias. Será o médico formado em um curso tradicional, mas que vai unir este conhecimento à tecnologia e desenvolver a inteligência artificial, por exemplo.
Múltiplas funções exigem equilíbrio para melhores decisões. Desta forma, as habilidades socioemocionais precisam ser desenvolvidas agora.

Ayne Salviano
(é jornalista, professora, mestre em Comunicação e Semiótica. É co-leader do Damásio Educacional Araçatuba)