domingo 12 julho 2020
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O mundo se une, enquanto o Brasil bate panelas para a coronavírus

O mundo se uniu para combater a Coronavírus, enquanto no Brasil e povo se une para bater panelas, acusar, provocar e criticar o governo federal. O peso dessa pandemia é semelhante aos prejuízos provocados por uma guerra. E nesse cenário de rivalidades, os “bolsomínions” e “esquerdopatas” não se unem e preferem o confronto, em vez de trabalhar a paz, solidariedade e a sensatez, que é recomendável para esse momento de sacrifício de todos os brasileiros.

Já tivemos vários panelaços que tão somente empurram o país e sua democracia para uma vala comum, transformando-o numa guerra imprópria, inútil medindo assim o baixo nível de cultura e cidadania do povo brasileiro, que tão somente está preocupado com seu próprio umbigo. Seria momento de dar uma trégua, essas ideias divididas não servem para nada, aumentando assim o ódio e a intolerância entre irmãos.

O presidente Bolsonaro, não é melhor, assim como não foram: Temer, Dilma, Lula e FHC. O presidente carrega um caminhão de defeitos, tosco nas palavras, gestos e passional, faz lembrar um potro indomável dando coices para todo lado. Com os jornalistas que cobrem a presidência, ainda mais aqueles que são provocadores, nem se fala, passa recibo aos jornais e revistas desesperados à beira da falência, vingativos e irresponsáveis. Temos que ter paciência, nesse momento e lembrar que estamos todos no mesmo barco e que essa viagem vai pelo menos até 2022. Como sugestão, a esquerda teria que ter paciência, mais lucidez e guardar outra oportunidade. O gesto de bater panelas, não é nocaute de vermelhos ou amarelos, o resultado é o fracasso coletivo de todos. A proporção de “bolsomínions” e “esquerdopatas” é a mesma. É de conhecimento de todos que essas duas alas da política nacional, jamais andarão de mãos dadas, mas estão condenados ao convívio, pois dividem o mesmo endereço, o BRASIL.

Seria a hora de terminar tudo isso, dar uma trégua, ainda que não seja para sempre, mas por um bem maior que é a vida. Devemos seguir o exemplo de países civilizados, onde os povos se unem em tempos de guerra contra o inimigo comum: a COVID-19.

E não chegou a cavalo, em tanques de guerra, em drones, armas letais, mas chegou, e pousa direto em nossas entranhas, tirando nosso ar, ceifando nossas vidas lentamente com precisão absoluta. Apelando para a religiosidade, de repente seja esse momento um recado do nosso Deus para retomar nossas ações de amor ao próximo, solidariedade, oração e abrir nossas mentes para compreender que todos nós estamos no mesmo barco, chamado BRASIL. Será que estamos à deriva?

Osmar Gabriel

(Corretor de Imóveis//RG 8.320.382)

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