Arquibancada

O mais do mesmo com Felipão e Mano Menezes

Eliminado da Copa do Brasil e da Libertadores precocemente, o Palmeiras fez o esperado e anunciou a demissão de Felipão na última semana. Como substituto chega Mano Menezes, cercado de desconfiança e com estilo de jogo parecido com o de Scolari.
A contratação do novo comandante causou revolta em muitos palmeirenses e dois motivos são os responsáveis por isso. O primeiro é a enorme identificação do técnico com o rival Corinthians. Além disso, torcedores pedem uma mudança radical no estilo de atuar da equipe, e com Mano é difícil imaginar que isso possa acontecer.
Em relação ao incômodo de muitos apaixonados pelo Verdão com o histórico de Mano no rival, isso precisa ser encarado com naturalidade e diversos profissionais da bola alcançaram sucesso e trabalhos importantes nos dois clubes. No atual elenco, inclusive, Bruno Henrique e Willian são exemplos disso, conquistando títulos pelos dois lados.
Analisando as críticas da torcida ao estilo de jogo e o futebol ruim apresentado pelo Palmeiras, chega o ponto de maior preocupação. É difícil imaginar o Verdão apresentando futebol ofensivo e vistoso com Mano Menezes. A tendência é que a marcação e o contra-ataque continuem sendo o ponto forte da equipe que possui um dos elencos mais qualificados do Brasil e tem muito mais a oferecer.
Neste momento, o ideal para o Palmeiras era apostar em um técnico de menos grife, mas que fizesse a equipe apresentar bom futebol e brigar até o fim pelo título brasileiro. Depois disso, com um planejamento bem feito para 2020, buscar um estrangeiro para ser o comandante poderia trazer resultados positivos como vem acontecendo com Santos e Flamengo nesta temporada.
A expectativa a partir de agora fica por conta do que Mano Menezes pode oferecer ao Alviverde. Vitorioso na carreira, o treinador não conseguiu fazer o Cruzeiro jogar em 2019, deixou o time na zona de rebaixamento, porém conquistou dois títulos seguidos de Copa do Brasil.
Qualidade o comandante tem, resta saber se os resultados e a enorme pressão que ronda o Allianz Parque vão dar tempo ao treinador.
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