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O homem de Deus. Tudo posso naquele que me fortalece

por Ualter Otoni Azambuja Neto
01 de outubro de 2017
Ualter Otoni Azambuja Neto
Embora já tenha pensado inúmeras vezes de como se dá a relação do homem, com o mundo, hoje foi mais um dia, mas com uma nova visão, diria até que mais divina e positiva perante as demais. Acho legal, abordar alguns pontos de minha semana, para demonstrar lentamente como construí esse pensamento. Primeiro a semana de provas, depois algumas experiências. 
Após uma semana super tensa, como provas todos os dias, pude saber e experimentar a força incrível de acreditar em Deus, de depositar o futuro nas mãos dele. Apesar da tensa semana, por meio das orações, consegui uma força incrível, capaz de despertar a fé inata em mim, em seu estado latente. Essa proximidade só me trouxe coisas boas, dessa luz, não quero me afastar. Após esse período, percebi que Friedrich Nietzsche (filósofo existencialista), com todo respeito a sua excelente contribuição à humanidade, estava errado, em minha singela opinião, pois seria mais do que prepotência me considerar ateu, ou até mesmo dizer que, a religião, “Deus”, são apenas forma de interação junto aos mais fracos. 
Acho que o homem é fraco, possui uma inteligência medíocre, não sabe nem buscar o que lhe fortalece, só faz escolhas rumo ao abismo, pois na maioria ocasiões, ele próprio é a causa de suas misérias. Em uma dos livros de Arthur Schopenhauer, ele diz que não queria ser Deus, pois as dores do mundo iriam dilacerar seu coração. Aprendi na convivência com esses “homens”, que não conheço um único ser capaz de se excluir desse conceito. Com isso, detectei que, o momento de maior reconhecimento, sinceridade, simpatia e gratidão, não foi aquele em que passei junto a alguém por horas, conversando ou fazendo lá qualquer coisa que os homens consideram interessantes, mas sim, os poucos instantes que entreguei uma bolacha a um sujeito faminto. Digo isso, porque olhar de sinceridade do sujeito, derramava gratidão e agradecimento, coisa que muitas vezes não sinto em uma relação com pessoas próximas.
Das experiências, apenas vou extraindo uma visão crítica, uma piedade, dessa espécie que é atribuída a definição de ser humano. Em meio a uma intensa crise de valores, espero me aproximar cada vez mais de Deus, pois seguindo esse caminho sei que posso melhorar, progredir, superar a mim mesmo, fazendo aquilo que acho que é correto, mas também tentado colocar em prática, a caridade e o perdão. 
Por fim, sei que posso nunca alcançar essa luz, mas sei que rumo a ela posso me superar, deixando para trás os ensinamentos não muito positivos que a sociedade demostra às vezes. Espero não ficar triste ou magoado com as atitudes dos homens, embora eu as reprove em inúmeros sentidos, pois minha consciência cada vez mais me alerta o que é mais importante em minha vida, Deus, as energias positivas do Universo e a paz de espírito. O importante é sempre é autoconhecer-se, detectar os limites psicológicos, emocionais e físicos, para assim, desenvolvê-los e conseguir ser cada vez melhor, rumo a utopia da perfeição. Assim, encerro com uma das melhores orações que já vi, elaborada por um dos sujeitos mais admirados do nosso país: “meu sonho não tem fim e nada vai me afastar do amor de Deus”(Aryton Senna da Silva).

Ualter Otoni Azambuja Neto  
(é acadêmico de Direito: 4ª ano (Centro Universitário Toledo - Araçatuba - 21 anos)