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O drama da sacolinha

Os supermercados de São Paulo pararam de distribuir gratuitamente as sacolinhas de plástico na última quarta-feira. Grande parte da população ficou revoltada e encheu as redes sociais de reclamações.
08 de fevereiro de 2012

 

Os supermercados de São Paulo pararam de distribuir gratuitamente as sacolinhas de plástico na última quarta-feira. Grande parte da população ficou revoltada e encheu as redes sociais de reclamações. 
O principal argumento é de que esta seria uma medida para os comerciantes ganhar ainda mais dinheiro e que a preservação do meio ambiente é uma desculpa. Na verdade, esta revolta é causada pelo comodismo, pelo fato de você poder ir ao supermercado, pegar quantas sacolas quiser, sem se preocupar com o que acontecerá depois.
Infelizmente, campanhas de conscientização não bastam para educar o povo. Desde criança escuto coisas do tipo que “precisamos preservar o maio ambiente, recicle, não jogue lixo nas ruas”. Mas nada disso adianta. Infelizmente, o brasileiro só aprende quando mexem no seu bolso.
Na Europa, o cliente tem que pagar se quiser pegar sacola plástica. A esmagadora maioria leva sua própria sacola reciclável, sem reclamar. Ao contrário, é elegante colaborar com a preservação do meio ambiente, afinal um mero pedaço de plástico demora mais de 100 anos para se decompor.
Mas e se eu estiver de moto? Quando morei em Londres, ia ao trabalho de bicicleta todos os dias e sempre andava com uma mochila para o caso de ter que passar no supermercado ou em outro lugar. Ou seja, ao invés de ficar arrumando desculpas, é preciso que cada um arrume uma solução, o que é simples de se fazer neste caso. Sem drama.
Pequenas atitudes fazem a grande diferença, sim. E para que isso aconteça é necessário uma mudança de hábitos de todos. É preciso parar de olhar somente para o próprio umbigo e começar a pensar no bem coletivo. 
 
 Tiago Abra
(contato: www.tiagoabra.com)