VESTIBULARES

O Coronavírus (COVID-19) nos vestibulares

É comum quando algum fato novo acontece no Brasil e no mundo, surgir, por parte dos vestibulandos e vestibulandas, inúmeras dúvidas e questões sobre o tema em relevância. Além disso, a outra preocupação que vem à tona é: “vai cair no vestibular? O que pode ser perguntado na prova? É atualidade… então, é certeza que vão perguntar!”.
De fato, quando episódios como estes, de escala global, acontece, os vestibulares cobram e com exaustão. Mas, não é porque trata-se de atualidade. Afinal, já alertei aqui que o vestibular não cobra atualidade, mas os conceitos que estão ligados aos acontecimentos dos temais atuais. Portanto, a primeira dica sobre o coronavírus é que não será cobrado qualquer dado ou informação específica que somente apareceu num determinado artigo cientifico ou notícia jornalística, beneficiando apenas quem o leu.
A primeira tendência que pode aparecer nas provas e que apareceu significativamente em 2019 foram as questões interdisciplinares. Logo, a Biologia, que é o tema principal sobre o assunto, certamente se juntará com outras matérias para questionar sobre o COVID-19. Claro que minha aposta fica para a interdisciplinaridade da Biologia com a Geografia.
Dentre os vários conceitos a serem cobrados em Biologia, certamente o conhecimento sobre VÍRUS é o mais importante. Compreender a estrutura básica de um vírus e como eles se reproduzem serão conhecimentos importantes e necessários sobre o assunto.
Outro conceito básico é o de epidemia. Além de dominar sua definição, saiba diferenciar a epidemia da pandemia. Fique atento no posicionamento da OMS (Organização Mundial de Saúde) que já considera COVID-19 uma pandemia, depois de considera-lo um surto e uma epidemia. Aqui, um mapa mostrando os países com infectados pode ser apresentado numa questão conjunta com Geografia.
Já em Geografia, o principal tema está associado as questões econômicas. Fique atento com os efeitos econômicos provocados com o COVID-19, bem como a globalização e sua efemeridade pode gerar efeitos mundializados que atingem diferentes escalas (global, continental, nacional e local).
Outra abordagem que a Geografia pode fazer no vestibular é questionar sobre os efeitos e consequências econômicas e sociais nas mais diversas áreas do planeta. Além disso, é preciso dominar a importância da China no mercado mundial, bem como associar a capacidade produtiva e as consequências junto a força de trabalho. Afinal, dos 1,3 bilhão de habitantes, quase 1 bilhão de chineses compõem a população economicamente ativa (PEA). Isso equivale a dez vezes mais do que a quantidade de pessoas da PEA brasileira.
Portanto, é extremamente necessário que o vestibulando esteja antenado às notícias do Brasil e do mundo. Procure ficar atento em relacionar com o conteúdo e conceitos ministrado em sala de aula, buscando associar com a atual situação do COVID-19. A contextualização e interdisciplinaridade é uma tendência significativa dos vestibulares e do Enem.

Eduardo Britto 
(Professor de Geografia do Colégio e Curso Objetivo de São Paulo, graduado pela UNESP, especialista em Gestão Ambiental pela UFSCAR e Mestre em Ensino de Ciências pela UFMS)
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