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O choque entre horário de verão e a prova do Enem 2018

por Bruno Gabaldi
28 de outubro de 2018
Ingrid e Odir estão se preparando o máximo para não sofrerem grande impacto na mudança de horário justamente no dia da avaliação do Enem
Nos próximos domingos, dia 4 e 11 de novembro, mais de 3 milhões de jovens brasileiros irão realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Mas, neste ano, o início do horário de verão, que irá se chocar justamente no primeiro dia da avaliação, tornou certo tormento para os estudantes.
Nos anos anteriores, o horário de verão começou ao menos uma semana antes do exame, dando tempo para os candidatos se acostumarem com a mudança. Contudo, este ano não.
Os alunos Ingrid Carvalho e Odir Nunes, ambos cursando o 3º ano do ensino médio na escola Juvenal Giraldelli de Jales e que vão fazer o Enem, falaram um pouco de como os candidatos poderão sofrer com os efeitos na mudança do horário.
“Muitos candidatos serão desclassificados por conta desta mudança que teve. Uma dica importante para não correr o risco de perder uma hora de sono ou até perder o horário da prova é dormir mais cedo na véspera. E por esse motivo, podemos observar como a educação é sempre deixada em segundo plano. Acho que a educação deveria ser o primórdio antes de qualquer decisão que possa afetá-la”, disse Ingrid.
O estudante Odir ressaltou sobre ter atenção e planejamento para não prejudicar o sono e o rendimento. “A mudança de horário vai afetar e muito que nós que vamos fazer a prova, porque a perca de pelo menos uma hora de sono pode prejudicar o rendimento durante o exame, pelo fato de estar mais cansado. Temos que nos preparar antes”, ressaltou.

VÉSPERA
Como o Enem é uma prova extensa contendo várias questões, segundo o médico endocrinologista Fabiano Lago, entrevistado pelo G1 no último dia 21, para evitar que a modificação do horário afete tanto a pontualidade quanto o desempenho, o ideal é que o estudante vá dormir uma hora antes no sábado, dia 3, para não sentir diferença no sono.
“O ideal é se preparar e dormir uma hora antes. Mas normalmente os estudantes não conseguem porque ficam agitados e ansiosos”, esclareceu Fabiano.