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O caos do Estadual

por Lucas Rossafa
11 de março de 2018
Lucas Rossafa
Neste domingo, finalmente, acontece a última rodada da 1ª fase do Campeonato Paulista, após quase dois meses de competição. A partir da próxima semana, os torcedores devem assistir às partidas com mais prazer e menos desânimo, graças ao início do mata-mata. Apesar do nível dos Estaduais ser terrível em todo o país, o de São Paulo, mais importante e competitivo de todos, não é exceção.
Não há dúvidas de que o futebol paulista está cada vez pior. As partidas da Série A1, transmitidas nacionalmente, são de qualidade técnica terrível. Predomínio da raça em detrimento da técnica, passes errados em excesso, falta de jogadas de linha de fundo, triangulações, armação e lances ensaiados são aspectos comuns. Se na elite é assim, imagine o patamar da Série A2 e A3.
É lógico que há exceções. Ao contrário do que se poderia imaginar, os clássicos, além da excelente média de público – cerca de R$ 36 mil -, têm sido agradáveis. Os jogos foram movimentados e anteciparam aquilo que deve ser visto nas fases finais. No entanto, apenas quatroentre 16 participantes, considerando o irregular São Paulo, consegue se salvar. 
Entre os clubes do interior, o cenário é extremamente preocupante.Embora Novorizontino, Ituano, Bragantino e Botafogo somem mais pontos do que o Tricolor, as apresentações não condizem com os números. São clubes limitados, com poderio de investimento bem inferior às principais forças e que, normalmente, colocam a o poder defensivo como prioridade.
Restam, ainda, cinco finais de semana com Estadual. Ou seja, mais de um mês de tortura para que o Campeonato Brasileiro possa trazer alívio ou menos desespero. O leitor menos desavisado pode imaginar que esteja exagerando, mas é a realidade do Brasil.
O Estadual, independentemente da localidade, possui seu charme particular, algo construído ao longo dos anos e, portanto, não pode ser extinto. O que mais incomoda, porém, é que um clube grande desperdice 25% de sua temporada concentrando os esforços em uma competição cuja premiação é baixíssima e que conta com pequena adesão de torcedores e patrocinadores de maneira geral.

Lucas Colombo Rossafa
 (jalesense, aluno do 4°ano de jornalismo da  PUC/Campinas) 
Twitter @lucas_rossafa