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O Brasileirão vem aí!

por Lucas Rossafa
15 de abril de 2018
Lucas Colombo Rossafa
Teoricamente, os três meses de Campeonato Paulista foram mais do que suficientes para que o Trio de Ferro e o Santos chegassem encorpados para disputar a Série A do Campeonato Brasileiro em alto nível. Na prática, tudo se desmente.
Campeão regional, o Corinthians tem condições de, no máximo, brigar por vaga na Copa Libertadores da América. O cenário de 2017 era, guardada as devidas proporções, tanto quanto semelhante ao atual: opções escassas, raros talentos individuais e sistema defensivo compacto. A grande adversidade do Timão é que os adversários, como preço do sucesso, têm estudado minuciosamente a equipe de Fábio Carille. Para sonhar com algo maior, contratações do meio para frente são obrigatórias.
Vice-campeão paulista e detentor do plantel mais recheado do país, o Palmeiras manteve praticamente as mesmas peças do ano anterior e se reforçou com nomes de peso. Lucas Lima é um deles, mas, por enquanto, é um grande fracasso. Os salários astronômicos e as atuações abaixo da média em partidas decisivas justificam tal predicado.
Em se tratando de uma competição de 38 rodadas, calendário apertado por conta da Copa do Mundo e viagens desgastantes, Roger Machado será obrigado a fazer o time render. Qualquer outra opção que não seja a taça será frustrante ao torcedor palestrino. 
O Santos, por sua vez, não aparece no pelotão de frente. Nenhuma novidade, aliás, se levarmos em consideração as últimas temporadas. Jair Ventura tem à disposição um elenco jovem do meio-campo para frente e que pode trazer saborosos frutos a partir de 2019. Gabigol, forte mentalmente, e Eduardo Sasha podem ser a chave para as vitórias. Se na frente ainda falta cancha, o sistema defensivo é o ponto forte do Peixe. Vanderlei e Alison, em fases espetaculares, têm carregado a responsabilidade pela efetividade na retaguarda.
O São Paulo, sob comando de Diego Aguirre e com pós-doutorado em contratações erradas, inicia o torneio de pontos corridos sem grandes perspectivas. Talvez nem o mais fanático tricolor consiga enxergar que, nas atuais circunstâncias, o clube do Morumbi tenha forças para brigar por algo grande. Uma vaga na Libertadores, convenhamos, está de bom tamanho como prêmio de consolo às administrações recentes.

Lucas Colombo Rossafa
(jalesense, aluno do 4°ano de jornalismo da  PUC/Campinas) 
Twitter @lucas_rossafa