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Nível do corpo clínico é destaque durante homenagem prestada aos médicos da Santa Casa de Jales

Com um corpo clínico deste nível, a Santa Casa de Jales poderia estar realizando muito mais do que faz atualmente, inclusive alguns tipos de transplantes, se já tivesse sido reclassificada, elevando seu status de apoio para estratégico, quando passaria a receber mais recursos, podendo contar com mais equipamentos e novas especialidades. 
Foi o que afirmou o provedor Júnior Ferreira, no dia 16 de outubro, quarta-feira, durante café da manhã para homenagear os médicos, dentro das comemorações dos 60 anos da instituição.
“As emendas parlamentares e outras verbas são muito bem vindas, mas no momento o que mais precisamos é do apoio político para essa reclassificação”, completou, lembrando que a homenagem, na véspera do Dia do Médico, é muito justa pois alguns estão há mais de 40 anos prestando seus serviços ao hospital.
No final da homenagem foi exibida uma placa de homenagem aos médicos que seria entregue à diretora clínica, cardiologista Marlene Santos de Oliveira que não pode comparecer, pois estava atendendo alguns pacientes, mas que foi entregue ao médico pediatra Virgílio Ribeiro Franco por ser o mais antigo ainda em atividade no hospital.

TESTEMUNHOS
Na abertura dos trabalhos, Deonel Rosa Júnior, em nome da irmandade da Santa Casa, destacou a competência dos profissionais do hospital, dando seu próprio testemunho de quando, em 1989, precisou ser atendido em uma situação de saúde bastante complicada. Ele citou os médicos Luiz Henrique Leite Nogueira, Getúlio de Carvalho, Emico Fujihara e Misael de Carvalho que o atenderam na ocasião.
Foi graças a esses médicos que ele pode ser transportado em avião UTI para o Hospital São Paulo em estado tão grave que muitos acreditavam que não chegasse vivo e lá ouviu dos endocrinologistas que os médicos de Jales fizeram um verdadeiro milagre, sem dispor dos recursos do hospital paulistano.

PROFISSIONALISMO
Virgílio lembrou que está em Jales há 46 anos e quando chegou, a Santa Casa contava com apenas 12 médicos. Ele destacou que desde o início teve todo o apoio que necessitou do hospital para a realização do seu trabalho, inclusive nos plantões de fins de semana e nos feriados, sem remuneração.
Da mesma forma, o neurologista Valdir Cortezzi comentou a evolução da Santa Casa, lembrado que começou a trabalhar no hospital há 39 anos. Ele citou vários colegas daquela época, inclusive alguns que foram os fundadores do hospital, até chegar na equipe que continua trabalhando, sempre com novos profissionais.

UNIÃO
Bastante emocionado, o cirurgião plástico Paulo Mariani lembrou sua vinda para Jales, há 26 anos, deixando uma carreira promissora em São Paulo para trabalhar no interior. Ele destacou principalmente a união dos colegas da Santa Casa com quem se reunia pelo menos três vezes por dia e o que mais lhe chamava a atenção era a competência desses profissionais que poderiam ter feito muito sucesso em grandes centros, mas preferiram, como ele, permanecer na cidade.
O clínico geral Osnir Silveira destacou a atuação do provedor Júnior Ferreira, lembrando que esse trabalho hoje é mais difícil do que quando chegou a Jales e encontrou na Santa Casa um corpo clínico menor e por isso mesmo mais unido, o que facilitava bastante a atuação de cada profissional e da equipe de colaboradores do hospital.
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