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Negócios na China

Editorial
28 de janeiro de 2018
Tolstoi, escritor russo, pregava a necessidade de que, para compreender a grandeza do mundo, as pessoas deveriam primeiro saber o que se passa ao seu redor , na sua cidade e por extensão, em seu país.
Ao nosso ver, a lição continua válida até porque realmente há gente que, embora desconheça a realidade de sua rua , se mete a ditar regras sobre isto e aquilo.
Desta forma, conhecer o  local em que vive é uma boa forma de entender o resto do mundo, especialmente o processo de globalização cada vez mais presente na vida de todos os países.
Neste sentido, o workshop intitulado “Negócios na China”, programado para o próximo dia 31 de janeiro, quarta-feira, em São José do Rio Preto, pode contribuir para abrir a cabeça e os olhos de empresários do noroeste paulista, Jales Incluída. 
Iniciativa do  jalesense Reginaldo Teiji Gamba, economista radicado  no Rio de Janeiro, onde é sócio de uma operadora de câmbio, que firmou parceria com outro conterrâneo, Marco Prandi, o workshop vai tratar de facilidades na importação, planilha de custos, busca de fornecedores na China e controle de qualidade..
Conforme registrou este jornal na edição de domingo passado, 21 de janeiro, a cereja do bolo  da comitiva a ser formada é a Canton Fair, considerada a maior feira de negócios do mundo, que ocorre duas vezes ao ano, em abril e outubro, em um espaço de 1 milhão de metros quadrados e mais de 35 mil fornecedores. Em cada edição, acontece mais de 35 bilhões de dólares em negócios.
Embora os chineses estejam quase diariamente no noticiário por conta dos pesados investimentos na contratação de jogadores brasileiros para incrementar o futebol naquele gigantesco país, o volume de investimento chinês no Brasil é astronômico.
Há 10 dias, o jornal O Estado de S. Paulo divulgou que o Ministério do Planejamento estava até preocupado, pois dados levantados por aquela pasta mostram entrada de 6,7 bilhões de dólares chineses só em novembro e dezembro do ano passado. 
E mais: desde 2003, os chineses aplicaram 53,5 bilhões de dólares para comprar empresas brasileiras principalmente nos setores de energia e mineração. Deste total, completou o Estadão, 39,4 bilhões de dólares são oriundos de estatais chinesas. 
Tais números servem para dimensionar o poder de fogo do país mais populoso do mundo, razão pela qual participar do workshop de quarta-feira, em Rio Preto, pode abrir uma oportunidade de promissores negócios.
Na verdade, alguns jalesenses já descobriram o caminho das pedras e estão se dando muito bem. Ou seja, vale a pena conferir.