Saúde

Não existe suspeita de coronavírus em Jales, diz Santa Casa

A informação que circulou nas redes sociais de que a Santa Casa de Jales tinha uma paciente internada suspeita de estar com coronavírus foi desmentida pelo hospital que distribuiu uma nota de esclarecimento negando o fato.
A nota diz que “após avaliação de um possível caso suspeito de infecção pelo novo coronavírus (COVID-19), na data de hoje (12/03/2020) em um paciente atendido, em conjunto com a Vigilância Sanitária do Município foi definido pelo acompanhamento ambulatorial para monitoramento de sinais e sintomas”.
Também afirma que “o protocolo da instituição para definição de casos suspeitos é em conformidade com o preconizado pelo Ministério da Saúde e o caso em questão foi descartado, nesse momento, para o COVID-19”. A nota reforça que a melhor maneira de prevenção é a correta higienização das mãos e utilização de álcool em gel 70%.

ORIENTAÇÃO
No dia 9 de março, o médico infectologista e atual diretor técnico da Santa Casa de Jales, Maurício Favaleça, reuniu as equipes do hospital para orientá-los sobre o novo coronavírus.
Ele apresentou o protocolo de atendimento para casos suspeitos. “Nossos profissionais têm que estar preparados para atender pacientes com os sintomas do Covid-19. O principal método de prevenção é a higienização das mãos com frequência e ficar atentos aos sintomas”.
O médico também destacou os sintomas que são: febre, tosse, falta de ar, coriza, dor no corpo, dor de garganta além de outros possíveis sintomas parecidos como de uma gripe comum. 
Maurício informou que naquela data o Ministério da Saúde tinha confirmados 25 casos do coronavírus nos estados de Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo, além de 930 suspeitos.

Rensi: prevenção deve ser imediata

O empresário Alexandre Alves Rensi, ouvido pelo Jornal de Jales em duas reportagens sobre o assunto, afirma que a previsão do Ministério da Saúde de que teremos um pico de casos daqui a duas semanas é completamente furada.
Ele explica que só se dá um pico com a contenção da propagação e conscientização da população e não vê nada disso no país, o que o faz reforçar que só haverá pico daqui a duas semanas se houver contenção, caso contrário os casos vão continuar e teremos hospitais abarrotados e com falta de leitos em geral.
O empresário lembra que não pode haver aglomeração como o protesto marcado para hoje bem como jogos de futebol com público, voos permitidos de países com alto índice epidêmico, escolas funcionando normalmente entre tantos comportamentos não recomendados.
Rensi reconhece que o clima mais quente de fato freia a contaminação. Estudos mostraram que ao sol, ou em superfícies com temperatura acima de 30 graus a vida média do vírus diminui pela metade, mas a transmissão via micro gotículas é a mesma e portanto continua bastante transmissível.
Como havia informado ao Jornal de Jales em entrevista anterior, Rensi relembra que em janeiro quando foi para a Itália, com a esposa Rozangela, levou na bagagem máscaras e álcool gel, mas não foi só isso. “Também levamos um comportamento de prevenção, de lavar as mãos frequentemente, não tossir ou espirrar em aberto, quando usamos transporte público já usávamos o gel, enfim viajamos com total comprometimento com os cuidados preconizados agora”.

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