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Não ao absurdo

Editorial
22 de outubro de 2017
Até bem pouco tempo nem se falava muito nas questões comparativas que envolviam índices de melhorias ou quedas da qualidade de vida de municípios do interior do Estado e muito menos do resto do país.
Existiam os indicadores, mas poucos davam importância aos números e menos ainda aos caminhos que poderiam ser seguidos para melhorar a situação, mesmo porque tais estradas não passavam de picadas na mata fechada do subdesenvolvimento.
Comodismo era condição, por falta de soluções que poderiam se adotadas para reverter situações onde faltava quase tudo e as políticas voltadas para a educação, saúde e conhecimento da população era coisa para poucos entendidos que muitas vezes acabavam dando opiniões distorcidas, de acordo com suas conveniências. 
Hoje, em pleno 2017, a situação mudou, mesmo porque a informação chegou com tudo e as opiniões passam a congestionar as redes sociais que precisam ser filtradas para não se cair em distorções, golpes, pegadinhas e coisas do tipo. 
A divulgação dos diversos tipos de levantamentos sócio-econômicos, junto com a transparência nos gastos públicos começam impedir esse tipo de coisa, só que tudo precisa ser bem interpretado nos meios de comunicação para que um número cada vez maior de pessoas, principalmente as que mais precisam, possam entender o que está acontecendo.
Índices como o do SEADE (ver matéria nesta edição) colocam Jales e outros municípios da região, entre eles a pequena Vitória Brasil, com desempenhos que vem melhorando a cada ano, começando a destacar a região no mapa de desenvolvimento do estado, principalmente no segmento que envolve as redes de proteção social. 
O problema é que quando as políticas públicas municipais bem elaboradas, com equipes competentes, otimização de recursos, junto com o trabalho social das entidades e as campanhas de doações feitas pela comunidade começam a dar resultados, vem o balde de água fria do governo federal propondo zerar as despesas na área social, inviabilizando tudo o que foi feito até agora na defesa dos mais carentes
Ou seja, uma decisão que só pode ter saído da cabeça de alguns burocratas malucos que vivem no ar condicionado dos gabinetes de Brasília
O momento, como disse o prefeito Flávio Prandi na manifestação de terça-feira, dia 17 de outubro ,em defesa do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) é de resistênciaA, buscando todas as formas possíveis de reverter essa decisão absurda que poderá levar legiões de famintos a uma situação ainda mais desesperadora, não só na região, mas em todo o país, onde os problemas sociais são ainda muito mais graves.