jornaldejales@melfinet.com.br
17 3632-1330

Nada mudou

por Lucas Rossafa
04 de fevereiro de 2018
Lucas Colombo Rossafa
Após um mês de trabalho no CT da Barra Funda, Dorival Júnior ainda encontra sérias dificuldades para fazer o São Paulo vencer e convencer. As más apresentações, porém, são comuns para qualquer clube em começo de temporada e num período de reconstrução do elenco.
Se dentro de campo as coisas não vão tão bem, fora dele também não. O conflito interno de ideias chama atenção. O treinador já deixou claro que as opções não lhe agradam totalmente, ou seja, as características dos contratados não cumprem os pré-requisitos necessários. Por outro lado, Raí, executivo de futebol, afirmou que o grupo montado é bom.
Entre as virtudes de Dorival está o bom aproveitamento das categorias de base. No Santos, seu último clube, o técnico se cansou de lançar talentos no time de cima, vendidos ao futebol internacional. Agora no Tricolor, ele tem boas promessas à disposição, mas será preciso lapidá-las. Isso porque Shaylon, Lucas Fernandes e Brennernão têm condições de serem titulares no momento. O último, em especial, é uma peça que pode acrescentar, mas jamais pode carregar a responsabilidade de comandar o sistema ofensivo.
Na janela de transferências, o clube do Morumbi perdeu Hernanes e Lucas Pratto, os principais responsáveis pelo não-rebaixamento no último Campeonato Brasileiro. Diante das saídas, a diretoria trouxe Nenê e Diego Souza como substitutos imediatos. A reposição, como se sabe, não está à altura, já que os perfissão bem distintos, o que leva um tempo maior para alcançar o entrosamento.
À espera da plenitude técnica, o torcedor precisa ser paciente. Mas exigir compreensão a quem não é campeão desde 2012 é hipocrisia. É falta de bom senso, também, implorar por calma quando não tem se tem um título de expressão há uma década. E é ainda mais frustrante sofrer com mau planejamento quando o assunto é contratação. Uma nova temporada se inicia, mas com os velhos problemas.