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Na Era dos Dinossauros?

por Carol Guzzo
09 de setembro de 2018
Caroline Guzzo (é jornalista)
Futuro, o que nos espera? Durante os dias 27 a 30 de agosto, Uberlândia/MG sediou pela segunda vez o CITIES – Congresso Internacional de Tecnologia, Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade. A cidade é reconhecida como referência no país pela realização deste evento. Cerca de 5.500 pessoas de vários Estados participaram de 70 palestras, nacionais e internacionais. Mas, onde quero chegar? 
Bem, tive o prazer de participar e, por isso, gostaria de dividir a minha fantástica experiência com os leitores. A conclusão que cheguei de tudo o que acompanhei é que realmente o Brasil está atrasadíssimo em todos os aspectos, até parece que não evoluímos e o pouco que conseguimos avançar não chega aos pés de outros países. 
Dentre os diversos assuntos discutidos, três me chamaram a atenção durante o congresso, quais sejam: trabalho, educação e saúde. Daniel Castanho, sócio fundador e atual presidente da Ânima Educação, uma das maiores organizações educacionais privadas de ensino superior do Brasil, apresentou alguns conceitos importantes para a mudança do método de trabalho. Sabe aquela conversa da cultura organizacional de mudar costumes e pensamentos, depois valores, atitudes e, por último, prática e ações? Já era, ficou para trás, a empresa do futuro coloca em prioridade a mudança de comportamento para depois mudar o pensamento. 
Ah, e se sua preocupação é que o trabalho manual será substituído por máquinas ou melhor pela inteligência artificial, pode colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz, pois o que haverá será uma transformação de funções.
Segundo um estudo realizado em 2017 pelo Institute for the Future e Dell Techlologies, 85% das profissões de 2030 serão novas, ou seja, ainda nem foram inventadas. E um terço da população mundial que trabalha será formado por profissionais autônomos em 2050. Assustador? Talvez, mas essa é uma realidade próxima e pouco pensada por nós. A capacidade de adquirir novos conhecimentos será mais valiosa do que o próprio conhecimento.
Referente a educação do Brasil, esse é um problema que parece não ter fim, mas que esta nova Era sirva para que aconteça uma mudança radical, principalmente no ensino básico, idade em que as crianças têm uma capacidade exuberante de aprendizado. Governantes, olhem aqui! É preciso valorizar o professor, evidenciar a metodologia mais eficiente para cada aluno e aproveitar a tecnologia a favor da educação.
E olha que essa mudança é urgente, afinal, sete de cada dez alunos do 3º ano do ensino médio têm nível insuficiente em português e matemática, conforme dados divulgados nos últimos dias pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), referente a 2017, exposto pelo Ministério da Educação (MEC). É preciso pensar o porquê destes resultados, existe uma falha gigantesca e falta reparo.
Sobre a saúde a proposta é expandir ainda mais a telemedicina, que é um processo avançado para monitoramento de pacientes, troca de informações médicas e análise de resultados de diferentes exames de forma digital. Esse método já é utilizado em todo mundo, de forma segura e legalizada. A prática teve origem em Israel e é bastante aplicada nos Estados Unidos, Canadá e países da Europa. Aqui, ainda está a passos de tartaruga, apesar de já ter sido aplicada por algumas Universidades, falta muito chão para alcançar os mais de 200 milhões de brasileiros. 
Para finalizar, deixo aqui uma reflexão do escritor e futurista norte-americano, Alvin Toffler, “O analfabeto do século XXI não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender”. Reinvente-se, uma nova Era já está aí e você não quer ficar para trás, né?

Fonte:http://www.iftf.org/future-now/article-detail/realizing-2030-dell-technologies-research-explores-the-next-era-of-human-machine-partnerships/
http://portaltelemedicina.com.br/telemedicina-o-que-e-e-como-funciona/

Caroline Guzzo
(jornalista jalesense, radicada em Uberlândia/MG)