jornaljales@gmail.com
17 3632-1330

Na dúvida, estude! Mas, planeje-se...

Por Eduardo Britto
19 de maio de 2019
Eduardo Britto
O vestibulando acorda cedo. Vai para a escola ou cursinho. Assiste seis aulas ininterruptas de exatas, humanas e biológicas. Almoça. Durante a tarde, assiste mais aulas de algum curso especial ou estuda o conteúdo da aula dada pela manhã. A noite, vem o jantar e mais estudos e leituras.
Diante dessa rotina diária que se estende aos finais de semana, a dúvida que sempre fica é: meu cronograma está correto? Eu vou conseguir a nota mínima para ingressar à segunda fase ou no curso pretendido? São questões recorrentes que transitam nas mentes juvenis. Para tentar amenizar estas dúvidas, vamos a algumas dicas importantes. 
Em primeiro lugar, é necessário o estudante compreender que o vestibular é preparado para você NÃO gabaritar a prova. O estudante precisa identificar qual a média de acerto para a carreira escolhida. A partir dessa média, procure atingi-la nos simulados e provas testes que realiza. Por exemplo: a nota de corte para ampla concorrência no curso de Direito da USP equivalia a 67% de acertos na prova, o que dava a possibilidade de errar 33% das questões. Sendo assim, é interessante o aluno calcular uma margem de folga para buscar acertar próximo daquilo que ele necessita para a aprovação. Isso da ao candidato a tranquilidade de errar ou, até mesmo, não responderam algumas questões. 
Mas, quanto mais ele responder não seria maior a chance de acertar mais? Com certeza! Porém, existem questões com alto grau de complexidade que são elaboradas para, literalmente, eliminar/classificar os candidatos. Muitas vezes, na hora da prova, ficar “quebrando a cabeça” numa questão difícil pode levar a perda de tempo e ao desgaste emocional. No entanto, a próxima questão pode apresentar um nível fácil ou médio cuja chance de acerto é maior e o tempo gasto é menor. Além, é claro, da sensação ótima de falar pra si mesmo: “acertei!!!!”.
Por isso, você precisa saber calcular e utilizar os 33% que citei como exemplo anteriormente. 
Outra preocupação é saber o que e como estudar. A primeira dica é: matéria dada é matéria estudada no dia! Também é interessante identificar as potencialidades e dificuldades de cada disciplina. Aquelas que sentir mais dificuldade, dê maior atenção nos estudos e amplie a lista de exercícios para ser resolvidos sobre aquela temática. Nos temas que apresentar maior domínio, mantenha o básico e teste alguns exercícios difíceis. 
Nos finais de semana, tente destinar o tempo com leituras obrigatórias, reposição de conteúdo que não foi possível estudar de segunda a sexta-feira e, é claro, um bom filme, um bom seriado ou uma festa interessante. Afinal, ninguém é de ferro!

Eduardo Britto 
(Professor de Geografia do Colégio e Curso Objetivo de São Paulo, graduado pela UNESP, especialista em Gestão Ambiental pela UFSCAR e Mestre em Ensino de Ciências pela UFMS)