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Música, um santo remédio para pacientes em hospitais

Por Deonel Rosa Junior
02 de junho de 2019
A técnica de enfermagem Alice Maria no programa de Fátima Bernardes, 5ª feira: ela canta para os pacientes
Na última quinta-feira, dia 30 de maio, a apresentadora Fátima Bernardes abriu o seu programa matinal na Rede Globo de forma inusitada e que, de alguma forma, surpreendeu os espectadores.
Antes mesmo de anunciar as atrações do dia, ela informou ao auditório e ao público que iria mostrar uma grande cantora. 
Sem que a apresentadora dissesse mais nada, as câmeras do programa focaram um biombo semitransparente colocado no palco atrás do qual se via os contornos de uma mulher algo robusta.
Assim que a banda do programa deu os primeiros acordes, a pessoa que estava atrás do biombo soltou a voz. Pelo timbre, 10 entre 10 pessoas que assistiam ao programa juravam que era a cantora Alcione.
Encerrada a interpretação, a apresentadora mandou afastar o biombo e revelou a identidade da cantora. Tratava-se uma certa Alice Maria. Profissão: técnica de enfermagem.
E a convidada, entrevistada por Fátima, revelou porque começou a cantar. Segundo ela, foi para amenizar a dor decorrente da perda de entes queridos em um acidente. Ao visitar os sobreviventes em um hospital, cantava para eles. 
Das visitas aos parentes para auxiliar de enfermagem foi um pulo. Estimulada pelas colegas, resolveu estudar e se tornou técnica de enfermagem sendo contratada pelo Hospital Pedro II, no Rio de Janeiro. 
Na sequência, o programa exibiu imagens gravadas em telefones celulares mostrando Alice em sua faina diária cuidando dos pacientes e cantando para eles, arrancando sorrisos de todos. 

EM JALES
Se o exemplo da técnica de enfermagem mostrada no programa encantou o Brasil, é justo que se registre o excelente trabalho que as voluntárias da AVCC fazem há anos em Jales, especialmente no Hospital de Amor, novo nome do Hospital de Câncer.
Na medida de suas possibilidades, as integrantes do coral da AVCC, duas a três vezes por semana, percorrem os corredores da instituição cantando para pacientes e seus acompanhantes, suavizando o ambiente. 
A reação é imediata: amplos sorrisos dos pacientes, que se sentem mais confortados para encarar o tratamento, provando que a música é um santo remédio. (D.R.J.)

Gaiteiro anima os pacientes

O Hospital de Amor sempre tem contado com voluntários que procuram levar um pouco de alegria e descontração para os pacientes. O exemplo mais recente está sendo o de Walter Cezar Duarte, o “Walter Gaiteiro” que mora em Murutinga do Sul. Sempre quando vem passar por uma consulta traz sua gaita e sua sanfona para animar o ambiente, tocando os dois instrumentos ao mesmo tempo.
Ele aprendeu a tocar gaita quando tinha apenas nove anos, chegou a trabalhar como jornalista, foi professor de crianças e adultos, no Rio de Janeiro e hoje, aos 68 anos, aposentado, continua tocando, sempre com muito humor, conquistando admiradores por onde passa.
Por um tempo ele parou de tocar, pois está em tratamento de um câncer na boca, desde 2012, que antes ele pensava ser apenas uma lesão, quando os médicos recomendaram que ele desse um tempo na gaita. Mesmo assim, às vezes ele tentava tocar alguma coisa quando chegava ao hospital, mas logo sua boca começava a sangrar e ele tinha que parar.
Hoje ele está curado e faz apenas acompanhamento no hospital, quando traz seus instrumentos para tocar em um ambiente onde afirma sentir um afeto indescritível.
Quando ficou sabendo que tinha três nódulos no estômago e depois foi constatado que não era câncer, o médico que o atendeu pediu que ele tocasse uma música dos Beatles que ele atendeu prontamente.
Hoje, Walter é uma pessoa conhecida e muito querida pelos funcionários do hospital a quem agradece pela atenção e o carinho que recebe de cada um. (Luiz Ramires.)