domingo 05 abril 2020
Contexto

MUITAS vezes, quando se discute a necessidade de incentivar as manifestações artísticas em suas mais variadas formas de expressão, acaba-se reservando um espaço para avaliar...

MUITAS 
vezes, quando se discute a necessidade de incentivar as manifestações artísticas em suas mais variadas formas de expressão, acaba-se reservando um espaço para avaliar como em cada contexto ou em cada espaço a arte pode realmente ser um instrumento de libertação dos velhos costumes, em busca do desenvolvimento pessoal e social de cada comunidade.

A FALTA 
dessa discussão acaba resultando em expressões rasteiras, de má qualidade e sem nenhuma responsabilidade sobre a mensagem e menos ainda para atender aos objetivos a que se propõe cada trabalho, embora o nível de produção muitas vezes chega a ser surpreendente, principalmente nos shows para o grande público.

É CLARO
que na contramão disso tudo, principalmente em centros menores, buscam-se referências que possam contribuir para resultados melhores, com o envolvimento de temas gerais ou locais, ou mesmo em tradições da cultura popular, com todo regionalismo de cada lugar que isso implica.

NO CASO
de Jales, temos até espaço físico para isso, com o Centro Cultural que está sendo reformado, com capacidade para cerca de 500 pessoas, possibilitando apresentações de música, teatro, dança e outras manifestações mais intimistas do que shows em praça pública ou trios elétricos.
 
SOMA-SE 
a isso a Escola Livre de Teatro que está completando 30 anos como um celeiro de bons atores, preocupados em fazer da arte algo que possa realmente informar e mesmo transformar as pessoas, com novas referências, inclusive com algumas produções próprias, dos alunos que acabam se transformando em escritores, produtores e atores de seus  trabalhos.

ESSE
nível de atores levou uma ex-aluna a convidar um grupo do teatro para atuar em um curta-metragem sobre o suicídio, um tema que exige muita concentração e seriedade para ser bem interpretado e o resultado, como ela mesmo afirmou em reportagem nesta edição, promete ser dos melhores.

E SE
é para despertar o interesse do grande público, o caminho pode ser a retomada de alguns projetos para a continuidade de eventos que colocam a cidade no circuito das artes, como já aconteceu com o Festival Nacional de Teatro que deixou de existir por falta de recursos. Não se pode esperar muito do governo, mas a comunidade pode dar sua contribuição. É só querer. (Luiz Ramires) 

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