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MUITA gente pode achar estranho definir uma data especial para se comemorar a agricultura familiar, como se as iniciativas em defesa da produção agrícola regional e mais especificamente de Jales já fossem suficientes para atender a todas as necessidades do pequeno produtor rural.

Contexto
01 de dezembro de 2019
MUITA
gente pode achar estranho definir uma data especial para se comemorar a agricultura familiar, como se as iniciativas em defesa da produção agrícola regional e mais especificamente de Jales já fossem suficientes para atender a todas as necessidades do pequeno produtor rural.

MAS,
visto de forma mais abrangente, com as lentes de quem acompanha de perto a vida das famílias que ainda resistem em viver da agricultura extremamente diversificada como é a nossa, certamente vai entender a proposta do vereador Vagner Selis, de instituir 25 de julho como o Dia da Agricultura Familiar.

COMO
o próprio vereador justifica, “Jales apresenta uma grande quantidade de pequenas propriedades rurais que são exploradas pela agricultura familiar na produção de leite, cereais, frutas, legumes e verduras, representando uma parte muito significativa da renda gerada no município”.

OUTRO
argumento do vereador é que em todo o país e em praticamente todos os municípios do estado o dia 25 de julho é comemorado como o Dia do Colono que em muitas regiões é identificado como o trabalhador que lida com a agricultura familiar. A data já tem sua história em muitas localidades e por isso pode muito bem também ser comemorada em Jales.

ALÉM
disso, no Estado de São Paulo são poucas as regiões onde o pequeno agricultor ainda consegue manter suas propriedades longe da monocultura, principalmente da cana de açúcar, contribuindo para abastecer o mercado de alimentos bastantes diversificados.

REALMENTE,
é um segmento que precisa ser lembrando, mas mais do que isso, discutido como forma de conscientizar a população sobre a sua importância, com a realização de eventos, durante todo o mês de julho, com apoio da Prefeitura, da iniciativa privada e de entidades ligadas ao setor, como também destaca o autor do projeto.

VIVER
em uma microrregião como essa é um privilégio destacado sempre por pessoas que visitam a cidade e conhecem um pouco dessa realidade, mas para se manter assim, o esforço deve ser de todos, inclusive com alternativas voltadas para o agroturismo e turismo rural, impedindo atos predatórios.

TAMBÉM
é preciso lembrar sempre da necessidade de preservação ambiental, pois sem esse cuidado nada sobrevive. Que julho seja, pois o mês para incrementar essa discussão em busca de atitudes preservacionistas, duradouras e lucrativas para todos os envolvidos. (Luiz Ramires)